3.º Aniversário da Fundação José Saramago

Não vos peço muito, peço-vos tudo.

fjsAssim termina a “Declaração de Princípios” que José Saramago redigiu como complemento do objecto da fundação que leva o seu nome, que determina o estudo e a difusão da obra literária do Escritor e, em geral, da Literatura e Autores de Língua Portuguesa.

Instituída na lógica natural da linha recta que foi a vida de José Saramago, em relação à qual assumiu como uma das suas obrigações vitais servi-la, a Fundação José Saramago, de acordo com a vontade declarada do seu Instituidor, também deverá preocupar-se e agir na defesa da liberdade, da justa repartição da riqueza produzida, do direito à educação, à saúde e à habitação, do acesso às “coisas da cultura”, em suma, agir na defesa integral dos Direitos Humanos que a Declaração de 10 de Dezembro de 1948 consagrou, mas que os seus subscritores se esquecem amiúde de cumprir, e também na defesa do meio ambiente e da tomada de medidas que permitam a reversão da actual situação de aquecimento gradual e global do planeta.

Este é o “tudo” que José Saramago nos pediu e que nós, na fundação, enquanto incondicionais amigos do homem e admiradores da obra, assumimos com entusiasmo e, ao mesmo tempo, com a gratidão de podermos ser sujeitos activos em tão empolgante e gratificante tarefa.

E foi assim que promovemos e colaborámos na realização da exposição A Consistência dos Sonhos; homenageámos as letras portuguesas com a leitura e canto de 25 autores — romancistas e poetas — portugueses; realizámos sessões de evocação ou homenagem a Jorge de Sena, José Rodrigues Miguéis, Jorge Luís Borges e Juan Gelman; promovemos concertos e recitais de dança; editámos dois livros e colaborámos noutros; promovemos a exibição de um filme e de uma conferência com o juiz Baltazar Garzón, ambos no âmbito da defesa dos Direitos Humanos; abrimos uma extensão da fundação em Azinhaga com biblioteca, Internet e um museu que já foi visitada por milhares de pessoas, entre elas cidadãos de mais de 12 países estrangeiros; levámos a mais de três mil alunos do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico de todo o país um atelier baseado no livro e no DVD A Maior Flor do Mundo; mantivemos diariamente actualizada na página oficial da fundação toda a informação que no mundo se refere a José Saramago; e mais, e mais, além de outras iniciativas programadas para o corrente ano, uma das quais já realizada.

Fazemos três anos hoje, dia 29 de Junho, estamos orgulhosos do trabalho desenvolvido e com coragem para o continuar porque, de facto, a realidade já mostrou que valeu a pena José Saramago ter instituído a fundação. Iremos continuar com o mesmo empenho, agora em homenagem ao Homem solidário e generoso, ao Escritor universal, ao maior Embaixador de Portugal no mundo, ao Lutador pela Liberdade e pelos Direitos Humanos. Ao Amigo.

Não nos pediste muito, continuaremos a dar-te tudo.

José Sucena
Administrador da Fundação José Saramago 

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