90 anos, 90 Palavras (59)

Cão

Para Saramago, é o repositório do que de bom têm os Homens.

Aí está a Dedicação do Cão das lágrimas que fica por perto porque não sabe ‘se não terá que enxugar outras lágrimas’ e a Solidariedade do Achado que percebendo ‘que o dono não estava na melhor das marés’ lhe tocou na mão com o nariz frio e húmido. É por sentir Confiança que ‘quatro seres racionais consentem em deixar-se conduzir’ pelo Fiel e se o Cão do violoncelista ‘dorme com a cabeça sobre os chinelos do dono’, mais não é que expressão de Amizade. Por último, mas não em último, a evidente alegria do Constante que ‘dando os saltos e as corridas da sua condição’ celebra a Justiça ‘nesse dia levantado e principal’.

Violante Saramago Matos

Bióloga

Funchal

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