Carlos Fuentes premiado em Paris

No seu discurso, Delanoë classificou Fuentes como um homem “de convicções”, que defende dois dos valores que a cidade de Paris tem por bandeira: “a liberdade e a justiça”.

“Agradeço-lhe o facto de amar a este ponto a cidade de Paris. A cidade de todos os enamorados pela justiça, liberdade e beleza”, disse o autarca.

Depois de declarar que tinha lido a obra de Carlos Fuentes, o responsável elogiou também o escritor pelo seu “empenhamento” político.

“É um homem que levou o mais longe possível a liberdade do povo, contra o imperialismo e contra a vontade de dominação”, sustentou.

Por sua vez, quando tomou a palavra, Carlos Fuentes, que tem recebido numerosos galardões ao longo da carreira, como o Prémio Cervantes ou o Príncipe das Astúrias, destacou a singularidade desta distinção.

“É um prémio muito especial, um prémio da cidade de Paris. Isto é único, é uma cidade à qual venho desde há muito tempo e sentir-me recompensado por Paris e pelo amor que lhe tenho transforma-o num prémio absolutamente especial. Não se assemelha a nenhum outro”, disse o autor de romances como “Aura” e “O Velho Gringo”.

Fuentes, que também exerceu cargos políticos e foi embaixador do México em França, afirmou sentir-se “muito ligado” à capital francesa, que descobriu nos livros de Balzac.

“Queria ter Balzac como guia da cidade, porque, lendo-o, ele dava uma alma a Paris. Paris como lealdade e como traição. Paris como glória e como amor”, disse o mexicano.

Recordou também que 2011 será o ano do México em França, que será celebrado com muitas actividades e espectáculos na cidade. “Paris será, durante um ano, uma cidade nossa, uma cidade mexicana”, sublinhou Carlos Fuentes.

fjs

José Saramago y Carlos Fuentes en Sevilla

Fonte: Lusa

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