“Carlos, hermano, nos deja un gran legado”

“Carlos/hermano/nos deja un gran legado” foi a frase gritada com emoção pelos milhares de pessoas que quiseram estar presentes na cerimónia de despedida ao escritor Carlos Fuentes, na Cidade do México.

O trânsito caótico do centro da Cidade do México parou, na manhã de quarta-feira, e os automobilistas e as pessoas que estavam na rua aplaudiram a passagem do cortejo fúnebre, entre a residência do escritor e o Palácio das Belas Artes.

A cerimónia de adeus nas Belas Artes, presidida pela viúva Silvia Lemus, reuniu centenas de pessoas, entre familiares e amigos do escritor, intelectuais, artistas e políticos, que se foram revezando em guardas de honra à urna coberta com a bandeira do México.

Milhares de pessoas esperavam na rua, ao sol, para e derradeira homenagem, e espontaneamente começaram a gritar aquela frase.

As cinzas do escritor serão sepultadas no cemitério de Montparnasse, em Paris, ao lado dos filhos do escritor, em data a anunciar.

 

O Presidente da República do México, Felipe Calderón, participou na homenagem, e declarou: “Os seus pensamentos, os seus livros e a sua crítica não morrerão jamais. Viverá nas suas obras, nas suas palavras. Carlos Fuentes morreu para ser mais amado.”

A ministra da Cultura e das Artes do México, Consuelo Sáizar, afirmou que “dificilmente poderíamos compreender-nos sem Carlos Fuentes”.

Federico Reyes Heroles falou em nome dos amigos do escritor, sublinhando que “Fuentes encarnou a ideia de levar o México para o mundo e trazer o mundo para o México”.

 

 

 

 

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