“Claraboia” – Editorial Caminho, Portugal

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Editorial Caminho

O surpreendente romance inédito de Saramago, um primeiro livro para fechar um círculo perfeito.

A meio deste mês de Outubro será publicado, em Portugal e no Brasil, Claraboia, o romance que José Saramago escreveu antes de entrar num tempo de silêncio que durou quase 20 anos, e que, de alguma maneira, teve a sua origem na falta de respeito com que o autor se sentiu tratado. José Saramago, com 30 anos recém cumpridos, entregou o que supunha vir a ser o seu segundo romance a um amigo, com relações editoriais, que se encarregou de levá-lo a uma editora portuguesa. Que nunca o editou, decisão que Saramago poderia aceitar, mas nunca daquela forma, durante meses e anos não lhe responderam e, para além disso, não devolveram o original. Foi assim até quarenta anos depois, quando recebeu a insólita notícia de que “numa mudança de instalações se havia encontrado um manuscrito e que estariam muito interessados em publicar”. Saramago agradeceu a oferta mas, disse, já não é o momento, já passaram muitos anos. E não quis ver publicada Claraboia em vida, ainda que tenha deixado escrito que os que lhe sobrevivessem poderia fazer o que pensassem conveniente.

E o conveniente é conhecer o primeiro Saramago, o que já era um grande escritor ainda que os meios de comunicação não falassem dele e as editoras recusassem os seus originais. A partir de Outubro, todos os leitores em português terão a possibilidade de desfrutar deste presente, desta pequena e madura jóia. Outros idiomas terão de esperar, ainda que talvez na primavera os leitores em castelhano, catalão e italiano, possam ter oportunidade de ter este livro de Saramago nas mãos, para aumentar a sua bagagem, para disfrutar com a grande literatura.

O Caderno de Saramago junta-se à iniciativa da publicação e cada dia deste mês publicará pequenos fragmentos. Como se de um puzzle se tratasse, sem contar a história que Claraboia narra, simplesmente como forma de estar, para apreciar as palavras, para permitir uma aproximação a um pensamento que já era brilhante e oportuno. E para conhecer a firmeza do seu pulso narrativo, a capacidade de criar personagens, de gozar da beleza da literatura e da vida.

A todos os leitores de Saramago, felicidades por este novo livro. Que foi escrito nos primeiros anos da década de 1950 para ser lido exactamente agora.

Claraboia disponível em formato digital
a partir de 1 de Outubro

*

Outros tempos, outros costumes
(Isabel Coutinho, Público, 21 de Outubro de 2011)

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Em Portugal:

Romance inédito de Saramago disponível em formato digital a partir de sábado
(SIC Notícias)
(Sol)
(Diário Digital)
(RTP)
(TVI 24)
(Visão)
(Ciberescritas)

“Clarabóia”, inédito de Saramago, é “um romance interessantíssimo”, diz editor
(SIC Notícias)
(Expresso)
(LUSA)

Em todo o mundo:

El descubrimiento de Saramago antes de Saramago
(El Mundo – Espanha)
‘Claraboya’, novela inédita de Saramago, verá la luz

(El País – Espanha)
Saramago rehusó publicar en vida «Claraboya»
(ABC – Espanha)
Tras casi seis décadas publican novela inédita de Saramago
(El País – Costa Rica)
‘Claraboya’, la novela inédita de José Saramago
(Hoy – Espanha)
Salió “Claraboya”, novela inédita de Saramago
(Correo – Perú)
Publican una novela inédita de Saramago, antes en eBook que en papel
(Clarín – Argentina)
Sale a la luz “Claraboya”, novela inédita de Saramago
(BBC Mundo)
Novela inédita de José Saramago es editada en formato digital en portugués
(CNN México)
Publican novela inédita de José Saramago
(La página – El Salvador)
José Saramago con nuevo libro en versión digital
(El Universo- Equador)
Novela inédita de José Saramago es publicada después de casi 60 años
(El Mercurio Online – Chile)
Reaparece una novela de Saramago perdida hace 40 años
(Periodista Digital – Espanha)
Publican novela inédita de Saramago
(Bogotá Vive – Colômbia)

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Claraboia, as primeiras críticas:

Maturidade em plena juventude
(Crítica de Inês Pedrosa publicada no Estado de São Paulo/descarregar pdf)
“Claraboia”: o livro esquecido de Saramago
(Caderno P3 do jornal Público)
Como um homem se foi fazendo escritor
(Crítica de Ana Paula Arnaut publicada no Suplemento Ípsilon do jornal Público)

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