Claraboia

Portugal:

Co-edição especial Caminho – Leya e Fundação José Saramago

2013

-No começo, já longínquo, dos anos 50 do século XX Saramago escreveu aquele que era o seu segundo romance. Chamou-lhe CLARABOIA, e um amigo se encarregou de o enviar para um editor. Como resposta obteve o silêncio. Depois de encontrado o original e de se ter editado em livro, em 2010, vem agora a público a edição fac-similada com as 245 folhas do original, datilografadas e com as enumeras anotações manuscritas de José Saramago. Será comercializado em pack de caixa luxuosa e com a oferta da edição normal.

Caminho – Leya

2011

Disponível em formato e-book

 

– Vivemos entre os homens, ajudemos os homens.

– E que faz o senhor para isso?

– Conserto-lhes os sapatos, já que nada mais posso fazer agora.

«Claraboia é a história de um prédio com seis inquilinos sucessivamente envolvidos num enredo. Acho que o livro não está mal construído. Enfim, é um livro também ingénuo, mas que, tanto quanto me recordo, tem coisas que já têm que ver com o meu modo de ser.» José Saramago

Claraboia, cuja redação José Saramago terminou a 5 de Janeiro de 1953, consiste num datiloscrito de 319 páginas, assinado com o pseudónimo de «Honorato». A presente edição reproduz fielmente o original.

Edições estrangeiras:

Alemanha:

Hoffmann und Campe

2013 (Trad.: Karin von Schweder-Schreiner)

Disponível em formato e-book

 

Eine Sensation aus dem Nachlass des Nobelpreisträgers: Jahrzehntelang galt sein Roman “Claraboia” als verschollen. Nun wurde er erstmals veröffentlicht.

In seinem 1953 vollendeten Werk beleuchtet Saramago das Schicksal der Bewohner eines Lissabonner Wohnhauses. Er blickt hinter jede Tür, lüftet die kleinen und großen Geheimnisse, erfasst die Sorgen und Nöte und beschwört dabei eindrucksvoll die Atmosphäre in Portugal während der Salazar-Diktatur.

Ein früher Morgen im Lissabon der 1950er Jahre. In einem Mietshaus nahe am Fluss erwacht das Leben. Der Schuster Silvestre öffnet seine Werkstatt, Isaura, die die Wohnung mit drei anderen Frauen teilt, setzt sich an die Nähmaschine. Justina plagt sich mit ihrem ständig nörgelnden Mann herum. Dona Lídia, die als Geliebte eines reichen Fabrikanten als Einzige keine finanziellen Sorgen hat, raucht ihre erste Zigarette… Die Atmosphäre ist geprägt von Armut, Melancholie und Argwohn. Der Alltagstrott verändert sich erst, als Silvestre einen Untermieter aufnimmt, der frischen Wind in die Hausgemeinschaft bringt.

Brasil:

Companhia das Letras

2011

Primavera de 1952. Um prédio de seis apartamentos numa rua modesta de Lisboa é o cenário principal das histórias simultâneas que compõem este romance da juventude de José Saramago. Os dramas cotidianos dos moradores – donas de casa, funcionários remediados, trabalhadores manuais – tecem uma trama multifacetada, repleta de elementos do consagrado estilo da maturidade do escritor, em especial a maestria dos diálogos e o poder de observação psicológica. As janelas, paredes e corredores do velho edifício lisboeta são testemunhas privilegiadas das pequenas tragédias e comédias representadas pelos personagens. As peripécias de Lídia, uma bela mulher sustentada pelo amante misterioso, e Abel, um jovem em>outsider à procura de um sentido para a vida, se contrapõem ao árduo cotidiano dos outros moradores. As narrativas paralelas do livro são organizadas segundo as divisões internas do prédio, do térreo ao segundo andar.

No início da década de 1950, José Saramago já não era um nome totalmente desconhecido na cena literária portuguesa. Aos trinta anos, o futuro vencedor do prêmio Nobel publicara um romance – Terra do pecado (1947) -, e alguns de seus contos haviam saído em jornais e revistas de Lisboa, às vezes assinados com o pseudônimo “Honorato”. Saramago, ex-serralheiro mecânico e então um modesto funcionário da previdência social, também possuía diversos poemas e peças de teatro entre seus inéditos. Até 1953, o escritor iniciaria a redação de mais quatro romances, que ficaram inacabados. Em 5 de janeiro daquele ano “Honorato” finalizava o datiloscrito de um livro de mais de trezentas páginas. O novo romance, em seguida encaminhado para publicação a uma editora lisboeta por intermédio de um amigo jornalista, acabaria esquecido no fundo de uma gaveta. O original nunca foi devolvido ao seu autor, que também não recebera resposta alguma. Na década de 1980, o já consagrado José Saramago era contactado pela mesma editora para publicar Claraboia. A mágoa pela falta de resposta na juventude levou-o a declarar que não desejaria ver o romance editado em vida, deixando para seus herdeiros a decisão sobre o que fazer com o livro. Após seu desaparecimento, as inquestionáveis qualidades do romance, construído com perfeito domínio do espaço narrativo, justificam plenamente a opção de trazê-lo a público

Espanha:

Alfaguara

2012; 2013 (Punto de lectura) (Trad.: Pilar del Río)

Disponível em formato e-book

 

Amanece en Lisboa. En una mañana de mediados del siglo XX, la mirada del novelista se asoma a la ventana de un vecindario. Se anuncia un día no muy diferente de los demás: el zapatero Silvestre, que abre su taller; Adriana, que parte hacia el trabajo mientras en su casa tres mujeres inician otra jornada de costura; Justina, que tiene ante sí un largo día jalonado por las disputas con su brutal marido; la mantenida Lidia; y la española Carmen, sumida en nostalgias…

Discretamente, la mirada del novelista va descendiendo y, de repente, deja de ser simple testigo para ver con los ojos de cada uno de los personajes. Capítulo a capítulo, salta de casa en casa, de personaje en personaje, abriéndonos un mundo gobernado por la necesidad, las grandes frustraciones, las pequeñas ilusiones, la nostalgia de tiempos que ni siquiera fueron mejores. Todo cubierto por el silencio tedioso de la dictadura, la música de Beethoven y una pregunta de Pessoa: «¿Deberemos ser todos casados, fútiles, tributables?».

Saramago terminó de escribir Claraboya a los treinta y un años y entregó el manuscrito a una editorial de la que solo obtuvo respuesta cuarenta años más tarde, cuando era un escritor consagrado. La escritura minuciosa y paciente retrata con maestría una época marcada por la desesperanza. Claraboya anticipa de un modo deslumbrante los elementos del universo Saramago, así́ como las virtudes que serán el germen de tantas obras maestras. En el texto se oye la voz de José Saramago, se reconocen sus personajes, se identifican la lucidez y la compasión que según la Academia Sueca distinguen su obra.

«En todas las almas, como en todas las casas, además de fachada, hay un interior escondido.»

Raúl Brandão

Edicions 62

Março 2012 (catalão) (Trad.: Núria Prats)

Claraboia és una petita joia sorprenent, que explica la història de les diverses famílies d’una escala de veïns. Els lectors gaudiran del pensament brillant i sempre oportú de Saramago, de la fermesa del seu pols narratiu, de la seva capacitat per crear personatges i per gaudir de la bellesa de la literatura i de la vida.

Text de contraportada

El 1953, un jove Saramago donava per acabada la novel•la Claraboia i l’enviava a una editorial portuguesa sense fer-ne cap còpia. El manuscrit es va perdre i quaranta anys després, quan va rebre la insòlita notícia que “en una mudança s’havia trobat un manuscrit i que estarien molt interessats a publicar-lo”, l’escriptor els va respondre que ja no era el moment. En vida mai no va voler que es publiqués, tot i que va deixar escrit que, un cop mort, els qui el sobreviurien podien fer el que creguessin convenient. I el que convé és conèixer el primer Saramago, que ja era un gran escriptor. Claraboia és una petita joia sorprenent, que explica la història de les diverses famílies d’una escala de veïns. Els lectors gaudiran del pensament brillant i sempre oportú de Saramago, de la fermesa del seu pols narratiu, de la seva capacitat per crear personatges i per gaudir de la bellesa de la literatura i de la vida. En definitiva, una novel•la per ser llegida exactament ara i que tanca el cercle perfecte de la literatura de José Saramago.

«Claraboia és la història d’un edifici amb sis veïns que successivament es veuen embolicats en un assumpte. Pel que recordo, té coses que ja tenen a veure amb la meva manera de ser.» José Saramago

«Claraboia és una novel•la molt bona i interessant (…). Un dels personatges és en certa manera el mateix José Saramago, que es mou entre l’optimisme i el pessimisme, i en el llibre s’ocupa d’un problema que no va poder resoldre mai: si es pot salvar la humanitat.» Zeferino Coelho, editor de Caminho.

França:

Seuil

2013, 2014 (Points – edição de bolso) (Trad.: Geneviève Leibrich)

En 1953, José Saramago remit un roman manuscrit à une célèbre maison d’édition de Lisbonne qui ne lui répondit pas et ne lui renvoya jamais son texte. En 1989, lors d’un déménagement, cette même maison d’édition retrouva le manuscrit et proposa à l’auteur de le publier. Saramago refusa et s’opposa à toute édition de son vivant.

La Lucarne nous parvient donc avec soixante ans de retard. On y raconte la vie des habitants d’un immeuble dans une petite ville portugaise. Des couples qui se haïssent, une femme entretenue, une jeune fille ambitieuse qui devient sa rivale, quatre couturières amoureuses de Beethoven et de Diderot, un cordonnier philosophe et son locataire, alter ego de l’auteur. Ce roman, profondément subversif pour le Portugal du milieu du XXe siècle, traite de situations apparemment anodines mais aussi profondes qu’universelles. Dans l’immeuble où Saramago a fait entrer le monde, les lecteurs retrouveront les personnages de ses romans futurs et l’univers littéraire qui a marqué toute son oeuvre.

Holanda:

Meulenhoff

2013 (Trad.: Harrie Lemmens)

Disponível em formato e-book

 

Een grote verrassing. Op een wonderlijke manier weerspiegelt de latere ontwikkeling van Saramago’s schrijverschap zich al in deze roman.’ NRC Handelsblad

Zomaar een ochtend in het midden van de twintigste eeuw. De zon komt op in Lissabon. De bewoners van een pand ontwaken, het lijkt een morgen als alle andere: schoenmaker Silvestre die zijn winkel opent, Adriana die naar kantoor vertrekt, Justina die nieuwe ruzies met haar agressieve echtgenoot voorziet, de maîtresse Lídia, de Spaanse Carmen… De schrijver laat zijn blik onopvallend van woning naar woning gaan, van personage naar personage. Hij toont ons schrale levens, grote frustraties, kleine illusies, heimwee naar andere tijden. Dit alles onder de grauwe deken van de dictatuur, bij muziek van Beethoven en met een van de dichter Pessoa geleende verzuchting: moeten wij dan allen een ‘getrouwd, nietszeggend, alledaags, belastingplichtig’ bestaan leiden?

In Bovenlicht weet Saramago ons op meesterlijke wijze te introduceren in zijn universum. We herkennen de heldere stem van de latere Nobelprijswinnaar en hij geeft ons een prachtig tijdsbeeld van het Lissabon van de jaren vijftig.

José Saramago (1922 – 2010) schreef Bovenlicht toen hij dertig jaar oud was, maar het werd pas na zijn dood uitgegeven. Deze verloren gewaande roman is wereldwijd met veel aandacht in de pers onthaald. ‘Bovenlicht is de poort naar al zijn werk,’ aldus Saramago’s weduwe Pilar del Rio.

Hungria:

Európa

2014 (Trad.: Pál Ferenc)

„Minden lélekben, ahogy minden házban is, a homlokzat mögött egy belső világ rejtőzik…”

Ugyanígy van ez Saramago regényének hőseivel, akik nem tudnak kitörni kisszerű életükből, még bűneik is elhamvadnak, mielőtt beteljesülnének… Mindannyian ugyanabban a házban laknak: a leszbikus kapcsolatot kereső varrólány, akit gyönyör, fájdalom és szégyenteljes titok köt össze testvérével, a sivár házasságának fogságában vergődő, éjjelente olcsó kalandokat hajkurászó szedő, a luxusprostituált, aki végül büszkén kilép megalázó kapcsolatából, és eltűnik az éjszakában…

És ott van a suszter, aki még mindig reménykedik egy jobb világban, s a nála lakó fiatalemberrel próbálja elfogadtatni a saját igazát. Abel – akiben az író talán saját magát írta meg – nyughatatlan lélek, nem tudja, mit akar, nem látja, merre visz az útja, és a suszterrel való beszélgetéseiben próbálja meglelni a rejtett lényeget, ami valóságos értelmet adhat a létezésének.

„Elmenni sem kívánkozott… tudta, hogy mit találna az utcákon: …az élet önző lendületét, a mohóságot, a félelmet, a sóvár vágyat, az utcán bolyongó nők hívogató szavát, a reménykedést, az éhséget, a luxust – és az éjszakát, amely lehántja mindenkiről az álarcot, hogy megmutassa az ember igazi arcát.”

Saramago második regényét könyvkiadója, melynek elküldte, válaszra sem méltatta, s ez a csalódás annyira kedvét szegte, hogy egy időre felhagyott az írással. Most, évtizedekkel később, az író halála után világszerte megjelenik ez a korai alkotása is, amelyben Saramago értő olvasói már felfedezhetik a későbbi Nobel-díjas regényíróra jellemző társadalmi érzékenységet, a filozofálásra való hajlamot és az erős erotikus töltést.

Itália:

Feltrinelli

2010; 2013 (Trad.: Rita Desti)

Disponível em formato e-book

 

L’azione si svolge a Lisbona a metà del xx secolo, in un palazzo di un quartiere popolare non meglio identificato dove vivono sei famiglie. Su questa scena si animano personaggi minati da tristezza e rimpianto le cui esistenze paiono ravvivarsi solo per l’improvvisa eco di un concerto di musica classica trasmesso alla radio, che per un attimo riapre il mondo al bagliore della bellezza; o per l’instancabile elaborazione delle strategie, fatte di piccole ipocrisie e compromessi, con cui si tenta di fugare la minaccia dell’indigenza o di realizzare le aspirazioni conformiste della piccola borghesia.

Un universo circoscritto di mantenute, mogli tradite e dolenti, uomini sconfitti dalla vita che hanno rinunciato al futuro a cui fanno da contrappunto gli inserti del diario di una giovane sognatrice, vittima di una vicenda dalla morbosità inaspettata, o ancora le pagine di grande letteratura disseminate in forma di lunghe citazioni; ma soprattutto, gli ideali del protagonista Abel, giovane intellettuale libertario, figura paradigmatica di un determinato universo politico, specie se si tiene in considerazione il contesto in cui il romanzo fu scritto, ovvero gli anni bui del Portogallo salazarista, paese isolato, retrivo e misero dominato da una dittatura fascista.

Palesemente debitore della tradizione del grande romanzo russo da un lato e della coeva generazione dei neorealisti portoghesi dall’altro, Lucernario mostra già evidenti le qualità destinate a caratterizzare il corpus del Saramago più noto: profondo scavo psicologico dei personaggi, grande respiro narrativo, capacità di catturare l’attenzione del lettore.

Reino Unido:

Harvill Secker

2014 (Trad.: Margaret Jull Costa)

Disponível em formato e-book

 

In 1953, José Saramago submitted a novel to his publishers. Thirty-six years later, he heard back.

Called ‘the book lost and found in time’ by its author, Skylight is one of Saramago’s earliest novels. The manuscript was lost in the publishers’ offices in Lisbon for decades, and is only now being published in English.

Lisbon, late-1940s. The inhabitants of an old apartment block are struggling to make ends meet. There’s the elderly shoemaker and his wife who take in a solitary young lodger; the woman who sells herself for money, clothes and jewellery; the cultivated family come down in the world, who live only for each other and for music; and the beautiful typist whose boss can’t keep his eyes off her. Poisonous relationships, happy marriages, jealousy, gossip and love – Skylight brings together all the joys and grief of ordinary people.

Roménia:

Polirom

2013 (Trad.: Simina Popa)

Lucarna este un roman de atmosfera, in care personajele sint lasate sa respire, sa-si exprime nemultumirile, sa evolueze ca intr-o piesa de teatru pe un fundal urmarit detaliu cu detaliu. Fara sa faca lucruri extraordinare, fara sa intreprinda actiuni care sa schimbe soarta lumii, fiecare dintre actorii care populeaza romanul este, la rindul sau, un personaj „principal”: cizmarul Silvestre, cu neasteptata lui alura de Don Quijote, tinara Isaura, cu frustrarile care pot fi puse in mintea fiecaruia dintre noi, trecute zilnic intr-un jurnal salvator, sau timida Justina, a carei lume se invirte in jurul apucaturilor unui sot capricios. Naratorul urmareste cu discretie, precum un zeu blind, sarind de la o casa la alta, de la un personaj la altul, o lume condusa de frustrari mari si aspiratii mici, de nostalgia pentru vremurile ce pareau cindva mai fericite.

„Lucarna povesteste despre locuitorii unui apartament din Lisabona: Silvestre cizmarul, Justina, barbatul ei mitocan si Carmen, o nostalgica venita de pe meleagurile Spaniei. E un roman tare dificil pentru o perioada precum a fost cea a anilor ’50.

O carte in care familia, stilpul societatii, e un fel de cuib de vipere din care nu lipsesc violul, dragostea intre lesbiene, abuzul.” (The Guardian)

„Lucarna este darul pe care il meritau cititorii lui Saramago. Nu inseamna a inchide o poarta, ci, dimpotriva, a o deschide larg, pentru a putea reciti opera in lumina si din perspectiva lucrurilor pe care scriitorul ni le spusese deja inca din tinerete. Lucarna este poarta de intrare in lumea lui Saramago si va fi o descoperire pentru fiecare cititor. Ca si cum un cerc perfect s-ar inchide. Ca si cum moartea nu ar exista.” (Pilar del Rio)

Turquia:

Kirmizi Kedi

2012 (Trad.: Pınar Savaş)

“Ölmek, varolmuş olmak ve artık olmamaktır,” derdi Jose Saramago. O öldü, artık yok, ama Çatıdaki Pencere Portekiz’de ve Brezilya’da, anadilinin vatanlarında basılır basılmaz insanlar yeni kitabı elden ele dolaştırdılar ve yepyeni bir heyecanla okuduklarını belirterek şaşkınlıklarını dile getirdiler. Saramago bir kitap daha yayımlamıştı, duyarlılıklarımıza nüfuz eden, hayret ve hayranlıkla kalakalmamıza neden olan taze ve aydınlık bir kitap; ve anladık, sonunda anladık ki bu artık kesinlikle varolmayan ama paylaşmaya devam etmek isteyen yazarın ardında bıraktığı bir armağandır. Bıktırana kadar şu cümle yinelendi: Bu kitap mücevher, Saramago nasıl oluyordu da o yaşında bu bilgeliğe sahip olabiliyordu, insanları böylesine incelikle, kusursuzca ve anlatıyı uzatmadan betimleyebiliyordu? Nasıl oluyordu da sıradan ve önemsiz ama bir o kadar da evrensel durumları dile getirebilecek, bu kadar dingin bir şiddetle köhne değer yargılarına karşı gelecek kapasiteye sahip olabiliyordu?”

Çatıdaki Pencere, Jose Saramago’nun yazarlığının erken döneminde yazdığı, ama ölümünden sonra yayımlanan romanı. Eşi Pilar del Rio’nun dediği gibi, Çatıdaki Pencere Saramago’ya giriş kapısıdır ve her okur için bir keşif olacaktır. Sanki mükemmel bir halka tamamlanıyormuş gibi. Sanki ölüm yokmuş gibi.

(Arka Kapak)

Çatıdaki Pencere: Saramago’nun Yazmaya ve Yayın Dünyasına Küsmesine Neden Olan Kitap.

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