Dilma Rousseff reclama que se lhe chame presidenta

fjsDilma Rousseff afirmou nesta terça-feira em um popular programa de televisão dirigido ao público feminino que abriu o caminho a todas as meninas do país que sonham em chegar a ser presidentas.

“Daqui pra frente as meninas podem querer ser presidentas e vai ser visto como uma coisa normal”, afirmou a chefe de Estado no programa “Mais Você”, da “Globo”, no qual cozinhou uma omelete de queijo.

A participação no programa, que foi gravado na segunda-feira nos estúdios da “Globo” no Rio de Janeiro, faz parte de uma campanha que Dilma lançará nesta terça-feira para celebrar o mês da mulher.

O Governo brasileiro começou a veicular no domingo em diferentes emissoras de rádio e televisão propagandas que destacam as conquistas das mulheres nos últimos anos no Brasil.

Dilma afirmou que sua chegada à Presidência representa a quebra de um paradigma e atribuiu ao machismo a imagem de mulher “dura” que foi divulgada dela.

“Você já viu algum homem que chega à direção do país chegar lá e ser chamado de duro?” perguntou a governante à entrevistadora, e acrescentou: “Da mulher se espera uma fragilidade, pelo menos a imagem que se tem é que a mulher é frágil (…) quando a mulher assume alguma posição de autoridade, ela é vista como estando um pouco fora de seu papel”, declarou.

A presidenta disse que determinou que em toda a documentação oficial seja chamada “presidenta” e não “presidente”, apesar das dúvidas que o termo gerou entre os linguistas, precisamente para “enfatizar que existe uma mulher no cargo mais alto do país e que é possível chegar longe”.

“Não estou cometendo nenhuma barbaridade querendo ser presidenta do ponto de visto gramatical. Quero enfatizar o ´a´, o signo do feminino. E não é errado. Acho que a primeira mulher tem a obrigação de ser presidenta”, afirmou.

Dilma disse que o momento mais difícil de sua vida foi em 2009 quando, às vésperas do início da campanha eleitoral, teve diagnosticado um câncer linfático do qual está recuperada.

A presidenta aproveitou a entrevista à popular apresentadora Ana Maria Braga, que também superou um câncer, para agradecer a solidariedade que recebeu quando lutava contra a doença.

A governante assegurou que o lado mais negativo de exercer a Presidência é não poder andar pelas ruas como fazia antes para conversar com as pessoas e se informar das coisas.

Dilma disse que gostaria de ter nomeado mais mulheres em seu Gabinete, mas que teve que se limitar a nove para poder aceitar as sugestões dos partidos que formam sua coalizão de Governo.

A presidenta afirmou ainda que, como a pobreza no Brasil está vinculada à mulher e à infância, adaptará os programas oficiais de combate à miséria para favorecer mais às mulheres, especialmente às que são chefes de família.

Fonte: diariodecanoas.com

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