Eduardo Lourenço recebe o Prémio Pessoa

O pensador Eduardo Lourenço, de 88 anos, recebe a 14 de maio o Prémio Pessoa 2011, no ano em que o galardão marca 25 anos de existência.

Quando, em dezembro, soube que este prémio lhe fora atribuído, Lourenço ficou surpreendido, uma vez que pensava que já tinha passado a idade de tal lhe acontecer. Na altura, deisse em entrevista ao Expresso: “A Humanidade tem muitas maneiras de se definir. Ninguém pode viver sem esperança. A esperança é uma componente do que é cada ser humano.

Sempre tivemos uma visão muito eurocêntrica, mas agora estamos a entrar num pessimismo em relação à Europa. É a famosa crise.

Todo o discurso, na componente económica ou financeira, é da ordem do apocalíptico. Estamos à beira do abismo. É verdade que a situação não é boa, mas este continente ainda hoje é o de maior bem-estar em todo o globo.

Não há razão para que os europeus desatem a autoflagelar-se.”

Nascido em São Pedro de Rio Seco, Almeida, em 1923, Eduardo Lourenço, licenciado pela Universidade de Coimbra em Histórico-Filosóficas, saiu de Portugal em 1854, e acabou por instalar-se em França, onde ainda hoje mantém residência. Ensinou em universidades de varios países – Alemanha, Brasil, França e Portugal – e jubilou-se em 1988 na Universdade de Nice. É administrador não executivo da Fundação Gulbenkian.

A sua vasta obra, que está a ser publicada em versão completa e definitiva, contém uma reflexão profunda sobre Portugal e a Europa , com atenção particular à literatura, à música e à história.

(Foto de Eduardo Lourenço com José Saramago na Europália)

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