José Saramago defende jornal italiano La Repubblica

O escritor português José Saramago subscreveu um abaixo-assinado a favor da liberdade da imprensa e do La Repubblica, accionado judicialmente por difamação pelo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, noticiou hoje o diário italiano visado.

Além de Saramago, Nobel da Literatura em 1998, três outros escritores distinguidos com este prémio assinaram o documento: o italiano Dario Fo, a sul-africana Nadine Gordimer e o alemão Gunther Grass.

No total, aderiram à iniciativa de apoio ao jornal, do grupo L’Espresso, mais de 350.000 pessoas, do mundo da cultura, do espectáculo, da academia, da política e do desporto.

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Lançaram a iniciativa três advogados, Franco Cordero, Stefano Rodotà e Gustavo Zagrebelsky.

Segunda-feira, juntaram o seu nome ao documento o filósofo francês Bernard-Henri Levy, o escritor israelita Amos Oz e o realizador francês Claude Lanzmann.

“O ataque ao La Reppublica é interpretável apenas como uma tentação de reduzir ao silêncio a liberdade de imprensa, de anestesiar a opinião pública, de isolar da circulação internacional a informação, em definitivo de fazer do nosso país uma excepção da democracia”, escreve o periódico.

A 24 de Agosto último, Silvio Berlusconi moveu uma acção em tribunal contra La Reppublica por “difamação”, por artigos sobre a sua vida privada e por 10 perguntas ao primeiro-ministro sobre as suas supostas relações com a jovem Noemi Letizia, prostitutas e a utilização de aviões oficiais, entre outras matérias.Berlusconi exige uma indemnização de um milhão de euros ao grupo L’Espresso, ao qual pertence o La Reppublica.

Durante dois meses, o jornal publicou, periodicamente, 10 perguntas sobre a vida privada de Berlusconi.

Da lista de signatários do documento constam os realizadores Bernardo Bertolucci, Francesco Rosi, Ettore Scola, Paolo e Emilio Taviani, os escritores Umberto Eco, Andrea Camilleri, Luis Sepulveda, Daniel Pennac, Roberto Saviano, Erri De Luca, David Grossman, Alessandro Baricco e Tahar Ben Jelloun, a cantora de ópera Cecilia Bartoli, o filósofo Andrè Glucksmann, o historiador Jacques Le Goff, o maestro Claudio Abbado, os cantores Adriano Celentano e Jovanotti, os actores Benicio Del Toro, Gerard Depardieu, Laura Morante, Helen Mirren e Michele Placido, o encenador Luca Ronconi e o político Daniel Cohn-Bendit.

Fonte: LUSA

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