O cerco à água palestina

A secção espanhola da ONG pró direitos humanos Amnistia Internacional apresentou em Madrid, em conjunto com a israelita B’Tselem, um boletim informativo em que denuncia que Israel raciona a água à população palestina. Segundo o documento, o consumo nos Territórios Ocupados é de cerca de 70 litros por pessoa por dia (a OMS recomenda pelo menos 100), enquanto o consumo israelita supera os 300 litros.

fjsO director da AI-Espanha, em conferência de imprensa conjunta com o investigador da B’Tselem, Eyal Hareuveni, denunciou o “poder absoluto” com que Israel controla o acesso à água através do controlo dos aquedutos, da proibição da recolha de água das chuvas, das autorizações para levantar infra-estruturas e do bloqueio rodoviário. Israel consome mais de 80% da água do aqueduto da montanha e de toda a que vem do rio Jordão.

Segundo este boletim elaborado pela AI, os 450.000 colonos israelitas da Cisjordânia consomem tanta ou mais água que os cerca de 2,3 milhões de pessoas que constituem a população palestina.

Se a situação é extrema na Cisjordânia, na Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamista Hamas, o aceso à água é dramático. Após a ofensiva israelita de Dezembro de 2008 mais de 800.000 pessoas ficaram sem aceso a água corrente. Hoje, segundo denuncia a AI-Espanha, Israel não permite o transporte de água da Cisjordânia para a Faixa de Gaza. O aqueduto da costa sul de Gaza está praticamente esgotado e contaminado pela extracção excessiva e pela filtração de águas residuais.

A Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) necessita, segundo os acordos sobre a água de 1995, do visto israelita para levantar infra-estruturas hídricas. Não obstante, as autoridades israelitas atrasam o seu avanço, com especial vigor, como denuncia a B’Tselem, na zona C de Cisjordânia, onde vive cerca de 60% da população.

Ver notícia e imagens no El País, aqui.

Aguas turbulentas

Amnistía Internacional

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