“O Conto da Ilha Desconhecida” chega ao Frost Art Museum de Miami

O mito inebriante da descoberta de terra incógnita serviu de inspiração para um dos mais pequenos livros do autor português José Saramago. Nesta história de 50 páginas, O Conto da Ilha Desconhecida, um homem pede a um rei um navio para procurar uma ilha que ninguém pensa que realmente existe.

As reflexões do escritor reuniram as artistas Esther Villalobos e Mar Solis num projecto que teve o seu início há seis anos. A sua visão quixotesca da fábula de Saramago é apresentada amanhã no Museu de Arte de Frost, Miami. No seu trabalho está presente uma exploração profunda do simbolismo literário do autor ao mesmo tempo que percorrem temas como a memória, os pesadelos, a morte e a renovação.

“Temos vindo a trabalhar há vários anos numa versão deste projecto, anteriormente apresentado em Lisboa”, explica Villalobos. A sua contribuição resulta num conjunto de fotografias, escuras por natureza e que tentam transmitir o universo onírico do viajante do livro de Saramago, enquanto mergulha em direção a reinos desconhecidos.

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Mar Solis introduziu um elemento escultórico na instalação, uma representação tridimensional da Ilha Desconhecida.

“O meu trabalho centra-se na parte do livro que aborda os sonhos”, diz Villalobos. “As minhas fotografias retratam as raízes que aparecem no início do livro, numa interpretação obscura porque os lugares obscuros ou mal iluminados são os melhores lugares para meditarmos ou para nos concentrarmos”, afirma.

“É uma escultura abstracta de uma ilha que também é uma floresta e um navio no mar”, disse Solis. “O que me inspirou no livro foi a busca desenfreada de um sonho impossível quando mais ninguém parece partilhar as suas crenças.”

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A exposição está patente até ao próximo dia 13 de Março.

Fonte: miaminewtimes.com

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