O último Caderno

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Este Último caderno não é um livro triste, não é um livro tronante, é, simplesmente, uma despedida. Por isso, José Saramago, apesar de estar atento à curiosidade do dia ou ao acontecimento terrível, apesar de usar o humor e a ironia e de se empenhar a fundo na compaixão, resgata textos adormecidos que são actuais e deixa-no-los como presentes inesperados, não um testamento, mas simples oferendas íntimas que desvelam paixões e sonhos. Aproxima-nos do mundo de Kafka ou da inevitável tristeza de Charlot, enquanto nos descreve a soberba aventura de coroar o cume da Montanha Blanca em Lanzarote.

Este é um livro de vida, um tesouro, um Saramago que nos fala ao ouvido para dizer-nos que o problema não está na justiça mas sim nos juizes que a administram no mundo. Não haverá mais cadernos, esse olhar oblíquo para ver o outro lado das coisas, a direito, sem nunca baixar a cabeça diante do poder, mas sim para beijar, a ironia, a curiosidade, a sabedoria de quem não tendo nascido para contar continua a contar, e com que actualidade agora que já não está e tanta falta continua a fazer-nos. Assim são as despedidas dos homens que sabem que nasceram da terra e que à terra regressam, mas agora abraçados a ela, com essa espécie de imortalidade que lhes oferece o solo de que nos levantamos a cada dia, com novas experiências assimiladas. As de quem são solo e terra, nosso sustento, talvez a nossa alma.

Pilar del Río
In El último cuaderno, Alfaguara

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“Saramago era un ser que no se dejaba llevar por las emociones”
(El Sol – Argentina)

En comunicación con El Sol, la esposa del portugués premio Nobel de Literatura habló sobre el nuevo libro del autor,
“El último cuaderno”, en el que se compilan textos publicados en su blog.

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Saramago a través de su despedida literaria
(Diario El País – Montevideo – Uruguay)

Emoción. Salió a la venta “El Último Cuaderno”, que reúne los textos finales del Premio Nobel

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Barcelona se entrega a Saramago con un festival de la palabra
(El País)

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Saramago: “O último caderno”, um presente “inesperado” do Nobel Português

A um dia de cumprir oito meses da morte de José Saramago, Barcelona homenageia o Nobel português com diferentes atos, um deles relacionado com “O último caderno”, que hoje Pilar del Río considerou um “presente inesperado”.

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O Caderno 2
(Ed. Caminho)

L’últim quadern
(Edicions 62)

L’ultimo quaderno
(Feltrinelli) 

El último cuaderno
(Alfaguara)

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