Pilar del Río reclama apoio para o documentário “José e Pilar”

A mulher do escritor José Saramago, Pilar del Río, admitiu que é muito difícil que o documentário “José e Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes, consiga uma nomeação para os Óscares, porque falta uma indústria que o apoie.

Falando à agência Efe em Palm Springs, Califórnia, onde decorre um festival internacional para o qual o documentário português foi selecionado, Pilar del Río afirmou que já ficaria contente se o filme estivesse nomeado para os Óscares, sendo atualmente o candidato de Portugal na categoria de melhor filme estrangeiro.

Pilar del Río lamentou que tenha havido pouca imaginação e empenho de todos os países produtores do filme para que chegue aos nomeados finalistas, cuja lista só se conhecerá no dia 24.

“Um filme como este não se apoio com dinheiro, apoia-se com imaginação e temo que a imaginação não tenha funcionado”, disse em declarações à agência espanhola.

Na página oficial da Fundação José Saramago, Pilar del Río afirmou que o Instituto do cinema e Audiovisual (ICA), fez a sua parte ao indicar o filme para os Óscares.

“Outros estão a tempo de fazer as suas apostas, produtores, distribuidores, publicitários”, aponta ainda.

“José e Pilar”, filme do realizador português Miguel Gonçalves Mendes, que conta como coprodução de Portugal, Espanha e Brasil, foi exibido no domingo e repete exibição hoje no festival de Palm Springs.

No domingo, a exibição do filme contou ainda com uma sessão de perguntas e respostas e, segundo Pilar del Río, na assistência esteve uma assessora da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton.

As nomeações para os Óscares serão conhecidas a 24 de janeiro.

No caso do documentário ser nomeado, Pilar del Río até pensou que podia ser feita uma campanha com a frase “Um Óscar para o Nobel” e que na cerimónia usaria o mesmo vestido que usou quando José Saramago recebeu o Nobel da Literatura, em 1998.

O Festival Internacional de Cinema de Palm Springs termina no dia 16.

“José e Pilar” está nomeado para o prémio de melhor filme estrangeiro. Para o festival foi também selecionado “Sangue do meu sangue”, de João Canijo, para a secção não competitiva “World Cinema”.

Fonte: LUSA

 

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