Prémio Príncipe das Astúrias para Rafael Moneo

 O espanhol Rafael Moneo foi galardoado com o prémio Príncipe das Astúrias para as Artes, por ser um arquiteto de “dimensão universal, cuja obra enriquece os espaços urbanos com uma arquitectura serena e esmerada”

Moneo, que completa 75 anos no dia 9 de maio, foi escolhido entre 39 candidatos entre os quais a pintora portuguesa Paula Rego, e também o pintor Jasper Jones, o designer Philiippe Starck, a cantora mexicana Chavela Vargas, o Teatro Bolshoi e o arquiteto Frank Gehry.

O arquiteto premiado é o autor da catedral de Los Angeles, da ampliaço do Museu do Prado, em Madrid, do Museu Romano de Mérida e do Kursaal, auditório em forma de cubo em San Sebastián e tem obra teórica publicada.

O júri, presidido pelo espanhol José Lladó y Fernández-Urrutia, sublinhou que Moneo é um “mestre reconhecido no âmbito académico e profissional” que “deixa uma marca própria em cada uma das suas criações e, ao mesmo tempo, combina estética com funcionalidade, especialmente nos espaços interiores diáfanos que servem de enquadramento impecável para as grandes obras da cultura e do espírito”.

Em 1996, Rafael Moneo foi premiado com o Prizker, em 20011 com o prémio Mies van der Rohe, e en 2003 com oRIBA (Royal Institute of British Architects).

 recebeu já alguns dos mais importantes prémios de arquitectura do mundo, incluindo o Pritzker, em 1996 (é o único espanhol a tê-lo), o Mies van der Rohe, de 2001, e o RIBA (Royal Institute of British Architects), em 2003.

Criado em 1981, o prémio Príncipe das Astúrias para as Arte já distinguiu os arquitetos Francisco Javier Sáenz de Oiza, Óscar Niemeyer, Santiago Calatrava e Norman Foster. No ano passado, foi para o maestro Riccardo Muti.

Este é o primeiro dos oito Prémios Príncipe de Astúrias de 2012. Nas próximas semanas serão conhecidos os prémios de Ciências Sociais, Comunicação e Humanidades, Investigação Científica e Técnica, Letras e Cooperação Internacional. Os galardões do Desporto e da Concórdia só são conhecidos em Setembro. Os prémios, no valor de 50 mil euros, serão entregues no Outono numa cerimónia presidida pelo Príncipe das Astúrias. Os laureados têm direito a uma escultura, criada e doada expressamente por Joan Miró para estes galardões, um diploma e uma insígnia.

 

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