Sessão de Lançamento

 

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A sessão en Internet:

Cadeirão Voltaire:
Se a resposta podia parecer estranha, não só porque o próprio Saramago tem um blog, mas sobretudo porque andamos todos tão entusiasmados com as hipóteses e as liberdades que esta ferramenta nos dá, as palavras seguintes tornaram-se esclarecedoras e motivo de reflexão. Saramago explicou que usa o blog porque assim lho sugeriram, e gosta de o fazer, mas fá-lo através da mesmíssima abordagem que origina os seus livros: a escrita. Leer.

Bibliotecario de Babel:
Se a resposta podia parecer estranha, não só porque o próprio Saramago tem um blog, mas sobretudo porque andamos todos tão entusiasmados com as hipóteses e as liberdades que esta ferramenta nos dá, as palavras seguintes tornaram-se esclarecedoras e motivo de reflexão. Saramago explicou que usa o blog porque assim lho sugeriram, e gosta de o fazer, mas fá-lo através da mesmíssima abordagem que origina os seus livros: a escrita. Leer.

Caderno de Saramago: o livro do blogue

Há que ver as coisas em que se mete este Saramago: pois não é que nos vem agora, na sua idade, com essa cara de homem sério, duro, de pessoa que não está para brincadeiras, com um blogue diário? Será que este homem não tem cura e necessita estar todo o dia maquinando na sua máquina? Outro livro de Saramago? Mas se ainda há tão pouco tempo apareceu “a Viagem do Elefante”, vamos, há tão pouco que ainda anda por aí, inclusive caminha nesta mesma página, e o faz em diferentes idiomas, embora não pareça ter chegado a Viena, donde creio que o querem meter numa ópera, já veremos…

Ou seja, este Saramago não pára, escreve à velocidade que outros necessitam para ler, de modo que vamos encontrar-nos de novo, escritor e leitores, por agora em Portugal, a partir de 23 de Abril, Dia Mundial do Livro, em Maio em Espanha nas edições em catalão e castelhano, paulatinamente nos países americanos que se expressam em português e espanhol, e, para depois do Verão, primeiro em Itália, a seguir na Inglaterra e nos Estados Unidos, e logo em quantos idiomas ou países forem levantando a mão. Seremos muitos os amigos que nos encontraremos lendo este novo livro, que não é romance, nem obra de teatro, nem poesia, género que o próprio Saramago diz já não cultivar, embora os que o lêem tenham dúvidas, porque poesia, e muita, vemos nas páginas que vamos incorporando à nossa experiência, seja qual for o título que tenhamos nas mãos. Inclusive neste livro, aparentemente jornalístico, livro de crónicas tantas vezes ditadas pelo que se passa no mundo, se encontra poesia, momentos de extraordinária beleza que quase nos sufocam ou nos fazem levantar a vista e respirar, porque não é o mesmo, de verdade não é o mesmo, ler um comentário da noite em que Obama ganhou as eleições nos Estados Unidos escrito por alguém que trata as palavras a pontapé, que tem uma percepção do mundo limitada e talvez demasiados recados que cumprir ou modas que seguir, que ler quem escreveu com o coração emocionado, sem censuras nem impedimentos, com a liberdade conquistada em 86 anos de vida e com a cabeça, e que cabeça, sempre em movimento, adiantando-se vários passos porque ir à frente é um privilégio que alguns têm e certos “alguns” compartilham, graças lhes sejam dadas.

 

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