1936, O Ano da Morte de Ricardo Reis – adaptação teatral pela Barraca

1936, O Ano da Morte de Ricardo Reis – adaptação teatral pela Barraca

Após o sucesso da adaptação de Claraboia, que ficou em cartaz durante três meses, A Barraca volta a trabalhar sobre um texto de José Saramago. Desta vez o romance escolhido foi O Ano da Morte de Ricardo Reis. A adaptação fica a cargo do encenador, actor e dramaturgo Hélder Mateus da Costa, um dos membros fundadores do grupo de teatro A Barraca.
A estreia da obra é na quinta-feira (7), às 21h30. Na quarta (6), no mesmo horário, há uma ante-estreia solidária.
A peça estará em cartaz no Teatro Cinearte até 31 de julho. Mais informações aqui.
RicardoReis_ABarraca©LuisRocha_102

RicardoReis_ABarraca©LuisRocha_098

Sobre a obra:

1936, o Ano da morte de Ricardo Reis
a partir do romance de José Saramago
um espectáculo de Hélder Mateus da Costa

Este belo e profundo romance convida a uma reflexão dramatúrgica muito entusiasmante.
Começa pela invenção do encontro entre Fernando Pessoa já falecido e o heterónimo Ricardo Reis, com casos reais de sexo e paixão, também de ambiente surdo, falso e pesado, e porque fala com humor da relação criador / “obra / figura/personagem”.
Além disso, define como protagonista principal da obra, o ANO em que a trama se desenvolve.

E que ANO!!??

1936! Alguns dados… Comemoração dos 10 anos do golpe militar de 28 de Maio de 1926 que foi o pontapé de saída para o início do fascismo, especialização da polícia política com o apoio da Gestapo, fundação da Mocidade Portuguesa, Legião Portuguesa e campo de concentração do Tarrafal… Mussolini invade a Etiópia com o silêncio cúmplice das casas Reais Europeias, Hitler intensifica o ataque aos judeus, começo da guerra civil de Espanha…
Nos tempos de hoje, de frágil memória, menoridade cívica e ética, fundamentalismos, militarismos, imperialismo financeiro gerando miséria e horror Universais, renascendo a tenebrosa fénix nazi-fascista, aqui está uma obra que demonstra que as convulsões sociais nunca – infelizmente – , passaram a “coisa” datada e de dispensável interesse arqueológico.

Hélder Mateus da Costa

Pin It on Pinterest

Share This