31/10: Dia Drummond na Fundação José Saramago

31/10: Dia Drummond na Fundação José Saramago

No dia 31 de outubro, a Fundação José Saramago associa-se ao Dia Drummond, uma iniciativa criada pelo Instituto Moreira Salles (IMS), do Brasil, para homenagear o poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade. Em 2012 recordou-se o centenário do autor de “A Rosa do Povo”, e desde então assinala-se a data de aniversário do poeta com diversas atividades.

Neste ano o IMS sugere a exibição do documentário inédito Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade, produzido pelo instituto, com guião e direção de Eucanaã Ferraz e fotografia de Walter Carvalho.

NA FJS o filme será exibido na sexta-feira (31) em três horários: às 11h, 15h e 17h, e no sábado (1 de novembro) às 16h30. A entrada é gratuita, sujeita à lotação do auditório.

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Evento organizado pelo Instituto Moreira Salles e Fundação José Saramago, com o apoio da Embaixada do Brasil em Portugal.

A programação completa do Dia D organizada pelo Instituto Moreira Salles pode ser consultada aqui.

Veja o trailer do filme a ser exibido:

Sobre Carlos Drummond de Andrade e um de seus poemas mais famosos escreveu José Saramago uma crónica intitulada “E agora, José?”, publicada no livro A Bagagem do Viajante (1973). Aqui um excerto desse texto:

‘Há versos que se transmitem através das idades do homem, como roteiros, bandeiras, cartas de marear, sinais de trânsito, bússolas- ou segredos. Este, que veio ao mundo muito depois de mim, pelas mãos de Carlos Drummond de Andrade, acompanha-me desde que nasci, por um desses misteriosos acasos que fazem do que viveu já, do que vive e do que ainda não vive, um mesmo nó apertado e vertiginoso de tempo sem medida.

Considero privilégio meu dispor deste verso, porque me chamo José e muitas vezes na vida me tenho interrogado: “E agora?” Foram aquelas horas em que o mundo escureceu, em que o desânimo se fez muralha, fosso de víboras, em que as mãos ficaram vazias e atônitas. “E agora, José?” Grande, porém, é o poder da poesia para que aconteça, como juro que acontece, que esta pergunta simples aja como um tônico, um golpe de espora, e não seja, como poderia ser, tentação, o começo da interminável ladainha que é a piedade por nós próprios.’

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