A “História do Cerco de Lisboa” no ciclo Leituras de inverno no Castelo de S. Jorge

A “História do Cerco de Lisboa” no ciclo Leituras de inverno no Castelo de S. Jorge

Pedro Lamares lê excertos de História do Cerco de Lisboa no âmbito do ciclo “Leituras de Inverno” no Castelo de S. Jorge com primeira leitura dia 28 de Ouutbro, e repete a 2 de Dezembro, 6 de Janeiro (2019) e 3 de Fevereiro (2019), sempre às 16horas.

A entrada é Gratuita mediante inscrição (info@castelodesaojorge.pt | +351 218 800 620), e o encontro junto da estátua de D. Afonso Henriques.

Os primeiros 20 Amigos de Saramago a efectuarem a reserva têm o seu lugar assegurado na Leitura.

Uma leitura viva da obra ‘História do cerco de Lisboa’, de José Saramago.
“Um revisor é uma pessoa séria no seu trabalho, não joga, não é prestidigitador, respeita o que está estabelecido em gramáticas e prontuários, guia-se pelas regras e não as modifica, (…) muito menos porá um não onde o autor escreveu sim, este revisor não o fará.” Raimundo Silva, enclausurado na sua rotina, na sua disciplina, na sua revolta branda contra as imprecisões, atreve-se, “em plena consciência”, a acrescentar uma palavra a um livro que pretende ser um documento histórico. Um ‘não’ que não ousa mudar a frase ou sequer o livro: ousa mudar a História.
“Assim está escrito e portanto passou a ser verdade, ainda que diferente, o que chamamos falso prevaleceu sobre o que chamamos verdadeiro, tomou o seu lugar, alguém teria de vir contar a história nova, e como.”
A proposta é extrair do texto o arco narrativo, compactando-o em 45 minutos de leitura corrida, minimizando as feridas da omissão. Num texto que vive em dois tempos paralelos, a História dentro de uma história, esta releitura foca-se na linha contemporânea, no ímpeto
de um revisor que reescreve o passado numa palavra.
“Então vai-se ao tempo que passou, que só ele é verdadeiramente tempo, e tenta-se reconstruir o momento que não soubemos reconhecer, que passava enquanto reconstruíamos outro, e assim por diante, momento após momento.” — Pedro Lamares

A iniciativa é uma parceria entre a Fundação José Saramago e o Castelo de S. Jorge.

Fotografia de Vitorino Coragem

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