A insuportável destruição do arquivo de Daniel Mordzinski

Milhares de negativos e diapositivos originais de Daniel Mordzinski desapareceram “para sempre” em consequência de uma operação inexplicável e inesperada do jornal Le Monde, em cujo edificio parisiense se encontravam guardados. O fotógrafo argentino fala de uma perda irrecuperável do trabalho de toda a vida: “milhares de fotos tiradas ao longo de 27 anos, vinte e sete anos de esperas, nós na garganta, noites em branco, revelações angustiantes”.

A Fundação José Saramago manifesta a Daniel Mordzinski a sua total solidariedade, que já lhe foi transmitida pela presidenta Pilar del Río, e coloca à disposição do fotógrafo as suas instalações em Lisboa para expor as fotografias que, por estarem digitalizadas, escaparam a este acto absurdo.

Nascido em Buenos Aires em 1960, Mordzinski é conhecido como “o fotógrafo dos escritores”. Trabalha há mais de 30 anos num ambicioso “atlas humano” da literatura iberoamericana. A montagem fotográfica acima reproduzida foi uma “brincadeira” de Daniel Mordzinski na sequência da última visita a José Saramago em Lanzarote, poucos meses antes da morte do escritor.

 

Daniel Mordzinski

 

Luís Sepúlveda

 

Pin It on Pinterest

Share This