“A vontade de verdade em José Saramago” como objeto de estudo de tese de Doutoramento

“A vontade de verdade em José Saramago” como objeto de estudo de tese de Doutoramento

Depois do estudo no âmbito da sua dissertação de Mestrado sobre A Caverna (A Caverna, de José Saramago: lugar de entrentamento entre o sujeito e o poder), defendida em 2010 e publicada posteriormente pela Editora Appris, em 2011, Karina Assunção regressa ao universo saramaguiano como objeto da sua investigação.

Desde 2013, e já no contexto do seu Doutoramento em Estudos Linguísticos, tem publicado diversos ensaios sobre a verdade centrando o seu estudo nas obras de José Saramago. Em 2015 apresentou e defendeu a sua tese “A vontade de verdade em José Saramago”, com a orientação do Professor Cleudemar Alves Fernandes da Universidade Federal de Uberlândia (Brasil), através da análises das obras A Caverna, O Homem Duplicado, Memorial do Convento e O Evangelho segundo Jesus Cristo.

photo

Como refere a autora no resumo da sua tese de doutoramento:”O objetivo geral do presente trabalho é o de problematizar a constituição da verdade nos romances A caverna (2000), O homem duplicado (2008), Memorial do convento (2008a) e O Evangelho segundo Jesus Cristo (1997) com a finalidade de compreender o funcionamento da vontade de verdade e dos jogos de verdade presentes nessas obras. A partir desse objetivo geral, foram eleitos os seguintes objetivos específicos: apontar como a história, “a vontade de verdade” e as “políticas de verdade”, a partir do viés foucaultiano, colaboram para a compreensão da constituição dos discursos; problematizar a relação entre a Análise do Discurso e o conceito de “verdade” para mostrar a proficuidade desse conceito para essa disciplina; e analisar a constituição da verdade nos romances saramaguianos atentando para os enunciados que apontam para a temática religiosa, histórica e do senso comum, que emergem nas obras selecionadas para o corpus desta pesquisa. (…) Além disso, observamos que a vontade de verdade que emerge nas obras analisadas não insurge no sentido de apresentar uma outra verdade que substitua a primeira, mas de pôr à prova a contradição constitutiva dos sujeitos e, consequentemente, dos discursos. Portanto, a vontade de verdade que compõe as obras saramaguianas não aponta para uma verdade centralizada, mas para um devir a ser construído pelos sujeitos.”

Pin It on Pinterest

Share This