Artista cigana sobrevivente do Holocausto morreu em Viena aos 79 anos

A ativista, pintora e escritora cigana austríaca Ceija Stojka, que sobreviveu aos campos de concentração nazis, morreu no dia 28 de janeiro aos 79 anos num hospital de Viena, deixando uma vasta obra de pintura muito centrada na experiência do Holocausto.

Ceija Stojka escreveu um dos primeiros relatos autobiográficos de ciganos sobre a perseguição nazi num livro de memórias de 1988, “Wir leben im Verborgenen. Erinnerungen einer Rom-Zigeunerin” (“Vivemos em Reclusão: Memórias de uma Cigana”, em tradução livre).

Um milhão e meio de ciganos foram assassinados em campos de concentração pelo regime nazi durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Nascida na Áustria, Stojka sobreviveu aos campos de Auschwitz, Bergen-Belsen e Ravensbrueck. Dos 200 membros da sua família, apenas outros cinco sobreviveram.

“Usei a caneta porque precisava de me abrir, gritar”, disse a ativista numa exposição de 2004 no Museu Judaico de Viena.

Stojka começou a pintar aos 56 anos, usando os dedos ou palitos em vez de pincéis. Muitas das suas obras aludem à experiência nos campos de concentração, e eram descritas como “assustadoras” e “infantis” por visitantes em exposições por todo o mundo.

Uma das suas mostras mais recentes, em 2009, percorreu galerias nos Estados do Oregon e da Califórnia, além da West Branch Gallery & Sculpture Park, em Vermont, nos Estados Unidos.

The independent

Folha de S. Paulo

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