Blimunda # 2, julho 2012

Blimunda # 2, julho 2012

 

O segundo número da revista Blimunda coincide com o mês em que terminou mais um Europeu de Futebol. Atenta ao que a rodeia, a Blimunda não poderia deixar de abordar este tema, não de um ponto de vista desportivo mas sim analisando a forma como o futebol, esse fenómeno de massas, afeta a sociedade, condiciona resultados políticos ou é tratado pela literatura. Tudo isto se pôde confirmar este ano nos jogos que opuseram equipas como a Alemanha a outras como Portugal, Espanha ou Grécia, momentos que significaram mais do que simples jogos de futebol, momentos que motivaram inúmeras discussões políticas, económicas e sociais. Ainda no dossier sobre este tema, a Blimunda recupera um texto de Fernando Assis Pacheco e outro do colombiano Jairo Aníbal Niño, aqui em formato de som, numa edição da Boca – palavras que alimentam, mostrando que muitas das nossas mais fortes memórias caminham para a par com a bola, de pano ou de pele, jogada na rua ou no campo de futebol da nossa imaginação. A secção Saramaguiana recupera uma entrevista de José Saramago dada à revista A Bola Magazine no ano de 1998. Vamos falar de futebol é o título do conjunto de respostas em que José Saramago aborda temas que partem do futebol e do desporto em geral e que passam pelo Iberismo ou pela luta dos mais fracos contra os mais fortes.

O segundo número da revista Blimunda chega aos seus leitores poucos dias depois de se ter assinalado o primeiro mês de abertura ao público da sede da Fundação na Casa dos Bicos.

Ao longo destes trinta dias, mais de 10.800 pessoas já visitaram este espaço que, desta forma, vai cumprindo um dos objectivos que presidiu à sua abertura, o de devolver à cidade um espaço que em mais de quatro séculos de vida só agora passa a estar aberto de forma permanente. A Fundação José Saramago, cumprindo o que ficou estabelecido, deu-lhe conteúdo, tornou-a habitada pelo espólio, pelo espírito de Saramago. Passada a avalanche de visitas nos primeiros dias, a Casa pode agora ser visitada de forma mais tranquila, permitindo um contacto mais próximo com a profundidade da exposição José Saramago. A semente e os frutos ou com a coleção de 1.as edições das obras de José Saramago em traduções de todo o mundo. E como a Casa se quer viva e vivida, já a 10 de agosto a Fundação organiza uma homenagem a Jorge Amado, pela passagem do centenário do seu nascimento. Num dia que se quer de festa, estará presente a Baía que foi sua, como presentes estarão também os seus textos, os seus livros e a música que a partir deles se criou. E também uma mostra de fotografias de Zélia Gattai, companheira de vida do grande escrito e que com a sua câmara fotográfica foi registando momentos únicos e inesquecíveis. Fica, portanto, o convite.
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