A adaptação de Claraboia, pelo grupo A Barraca, estreia a 10 de dezembro

A adaptação de Claraboia, pelo grupo A Barraca, estreia a 10 de dezembro

Nos anos 50, José Saramago escreveu um romance. Enviou-o a uma editora e nunca obteve qualquer resposta. Muitos anos depois, resgatado do esquecimento, o manuscrito foi entregue ao autor, que decidiu que o livro a ser publicado, o deveria ser apenas a sua morte.
Em 2011, Claraboia finalmente chegou aos leitores.
Agora, a história de seis famílias que habitam um prédio de Lisboa e vivem sob a nuvem do Salazarismo, ganha uma adaptação pelas mãos do grupo de teatro A Barraca. Num trabalho de adaptação de Maria do Céu Guerra e João Paulo Guerra, 17 atores sobem ao palco para encenar essa peça.

A obra estreia no dia 10 de dezembro, data em que se comemora o 17.º aniversário da entrega do Prémio Nobel de Literatura a José Saramago.  Para informações sobre horários e preçário aceda a: www.abarraca.com

Sinopse:

A ação do romance localiza-se em Lisboa em meados do século XX. Num prédio existente numa zona popular não identificada de Lisboa vivem seis famílias: um sapateiro com a respetiva mulher e um caixeiro-viajante casado com uma galega e o respetivo filho – nos dois apartamentos do rés do chão; um empregado da tipografia de um jornal e a respetiva mulher e uma “mulher por conta” no 1º andar; uma família de quatro mulheres (duas irmãs e as duas filhas de uma delas) e, em frente, no 2º andar, um empregado de escritório a mulher e a respetiva filha no início da idade adulta.

O romance começa com uma conversa matinal entre o sapateiro do rés do chão, Silvestre, e a mulher, Mariana, sobre se lhes seria conveniente e útil alugar um quarto que têm livre para daí
obter algum rendimento. A conversa decorre, o dia vai nascendo, a vida no prédio recomeça e o romance avança revelando ao leitor as vidas daquelas seis famílias da pequena burguesia
lisboeta: os seus dramas pessoais e familiares, a estreiteza das suas vidas, as suas frustrações e pequenas misérias, materiais e morais.
O quarto do sapateiro acaba alugado a Abel Nogueira, personagem para o qual Saramago transpõe o seu debate – debate que 30 anos depois viria a ser o tema central do romance O
Ano da Morte de Ricardo Reis – com Fernando Pessoa: Podemos manter-nos alheios ao mundo que nos rodeia? Não teremos o dever de intervir no mundo porque somos dele parte integrante?

Ficha Artística e Técnica
Texto: José Saramago
Adaptação do Texto: João Paulo Guerra
Dramaturgia: Maria do Céu Guerra e João Paulo Guerra
Encenação: Maria do Céu Guerra
Cenografia e Coordenação de Guarda Roupa: José Manuel Costa Reis
Banda sonora: João Paulo Guerra
Assistência Geral do espectáculo: Adérito Lopes e Sérgio Moras
Apoio à Direcção de Actores: Lucinda Loureiro
Sonoplastia: Ricardo Santos
Iluminação: Paulo Vargues
Relações Públicas e Produção: Paula Coelho, Inês Costa
Cartaz/ Design Gráfico: Arnaldo Costeira
Fotografias: MEF – Luís Rocha

 

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