Colóquio Artes e Letras disponível online

Os 61 números da revista Colóquio, Revista de Artes e Letras (1959-1970) estão disponíveis em versão digital, num site precioso para os investigadores, nacionais e estrangeiros. Nas suas páginas podem encontrar-se textos de praticamente todos os grandes nomes do ensaio, da crítica, da arte e da literatura da segunda metade do século XX, informa o site da Fundação Gulbenkian.

O que desde o início definiu o projeto de Colóquio foi a diversidade e a pluralidade de abordagens «sem dependência de escolas, de sectarismos ou de proselitismos», procurando afirmar-se como «um espelho da sociedade do nosso tempo». A revista dedica ensaios a todas as áreas da Arte e da Literatura, não exclusivamente portuguesas. Mas se há que encontrar matéria de base para uma história da arte em Portugal, desde o lado mais conservador, passando pelos movimentos modernistas (sobretudo a obra de Almada e o surrealismo), até aos artistas que se revelam na década de 60 do século XX, é nesta revista que ela se manifesta.

 

Criada em 1959, tendo como primeiros directores Reynaldo dos Santos, Hernâni Cidade e Bernardo Marques, a Colóquio, Revista de Artes e Letras publicou 61 números até ao final de 1970. Depois do falecimento de Bernardo Marques em 1962, a orientação gráfica da revista foi confiada, entre os n.os 21 e 41, a Vespeira, e, do n.o 42 para diante, a Fernando de Azevedo. Em 1970, ano que corresponde aos seus últimos números, a direcção artística da publicação é partilhada por Reynaldo dos Santos ─ que desaparece nesse ano ─ e José-Augusto França, enquanto na direcção literária, a par do nome de Hernâni Cidade, passa a figurar o de Jacinto do Prado Coelho.

Em 1970, a revista foi desdobrada em duas publicações: Colóquio/Artes e Colóquio/Letras.

 

Link:  http://coloquio.gulbenkian.pt/al

 

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