Com muito afeto e muita impaciência, “A estátua e a pedra” está na rua

Muitos amigos acorreram à Casa dos Bicos no dia 7 de maio para a apresentação de “A estátua e a pedra”, o livro de José Saramago agora editado pela Fundação que contem uma reflexão do escritor sobre a evolução da sua obra e a relação da mesma com o seu percurso de vida.

Três amigos muito próximos de José Saramago falaram sobre a obra e o autor, em registos diferentes e que se complementaram. Giancarlo Depretis trouxe ao auditório da Fundação uma intimidade comovente que permitiu recordar o homem – “um menino”, como lhe chamou – entre episódios do convívio pessoal e a análise da obra literária.

Foi sobretudo na análise literária, e mais centrado na “estátua”, que Carlos Reis, professor da Universidade de Coimbra e também amigo de muitos anos de Saramago se deteve nesta apresentação, numa verdadeira aula de literatura em poucos minutos. Fernando Gómez Aguilera, cúmplice de Saramago nos tempos de Lanzarote, autor da biografia do escritor, comissário das exposições “A Consistência dos Sonhos” e “A Semente e os Frutos” (esta última patenta na Casa dos Bicos), trouxe ao auditório pensamento político e a atividade cívica de Saramago. Foi buscar excertos de declarações do escritor datadas da primeira metade da década de 1990 para confirmar a atualidade do pensamento do escritor, nomeadamente nas referências à Europa.

Duas atrizes do grupo Éter leram trechos de obras de Saramago escolhidas por exemplificarem as diferentes fases da escrita – a “estátua” e a “pedra”.

De copo na mão, brindou-se a ao escritor e também a Pablo Luis Ávila (que morreu recentemente), que com Giancarlo Depretis pôs de pé o ensino da língua e da literatura portuguesas na Universidade de Turim. Brindou-se à vida , à literatura e à impaciência, seguindo a recordação trazida por Fernando Gómez Aguilera:

“À paciência divina teremos que contrapor a impaciência humana. Para mudar as coisas, a única forma é ser impaciente.“ [Clarín, Buenos Aires, 23 de uutubro de 2005]

Na comunicação social portuguesa, este lançamento foi muito destacado na rádio pública, com várias peças na Antena 1, e também no Correio da Manhã, na SIC, no Diário de Notícias, no Público (que fez um belo vídeo com leitura a várias vozes de excertos do livro), e no jornal cultural online Hardmusica. Para Espanha e para a America Latina, a agência EFE distribuiu extenso trabalho com revelações sobre o livro inacabado de José Saramago.

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