Correntes d’ Escritas abre hoje as portas

Começa hoje à noite, na Póvoa de Varzim, a 14ª edição do Festival Literário Correntes d”Escritas que este ano vai homenagear os escritores Urbano Tavares Rodrigues e Manuel António Pina.

A edição deste ano contará com a presença de mais de 50 escritores (de Portugal, Angola, Espanha e Brasil), tradutores, editores, designers, ilustradores, jornalistas que se vão espalhar por várias escolas da cidade, por mesas redondas, onde se vai debater literatura, e pelos vários lançamentos de livros que decorrem durante os três dias que dura o evento.

Este ano serão muitas as estrelas do firmamento literário de a marcar presença no festival. Entre eles estarão a brasileira que venceu o último prémio Saramago, Andrea del Fuego, os espanhóis Ignácio Martínez de Píson, Susana Fortes e Domingo Villar, os portugueses , António Mega-Ferreira, Vasco Graça Moura, Valter Hugo Mãe, Hélia Correia, Rui Zink, Richard Zimmler ou Nuno Camarneiro (prémio Leya) num evento em que a poesia estará em destaque.

Na quinta feira de manhã será entregue o prémio literário Casino da Póvoa (no valor de 20 mil euros), para o qual são candidatas obras de Ferreira Gullar, Manuel António Pina, Hélia Correia, Fernando Guimarães, José Agostinho Baptista, Armando Silva Carvalho, Luís Filipe Castro Mendes e Bernardo Pinto de Almeida. Na mesma altura será lançada a revista Correntes d”Escritas, dedicada, ao escritor Urbano Tavares Rodrigues que, por motivos de saúde, não poderá marcar presença no festival literário.

Olhando com atenção para o programa literário do Festival não são claramente visíveis os ajustamentos orçamentais feitos pela autarquia uma vez que, como explica Luís Diamantino, “se taparam buracos financeiros alargaram significativamente a rede de parcerias” embora tenham deixado de patrocinar a 100% a vinda dos escritores. “Essa despesa passou a ser feita pelas embaixadas e pelas próprias editoras”. Talvez por esta razão seja notória a ausência de pequenas editoras face a uma massiva presença dos grandes grupos editoriais como a Porto Editora e a Leya. Das pequenas editoras destaca-se a presença da Abysmo, que vai lançar o livro de Rui Vieira, No Labirinto do Centauro.

Para além das mesas redondas e lançamentos, para as quais são esperadas cerca de cinco mil pessoas, haverão ainda exposições de fotografia e a entrega dos prémios porto editora e Ler/Booktailors.

Quem já passou pela Póvoa em dias de Correntes sabe que o afluxo de público nos eventos é impressionante para um país que supostamente “não gosta de ler”. Por essa razão Luís Diamantino promete que para o ano haverá um cineteatro a estrear para acolher cerca de 500 pessoas por sessão.

O programa completo pode ser consultado aqui.

Fonte: DN

Pin It on Pinterest

Share This