“O espaço da memória em José Saramago: Literatura e Autobiografia” — Tese de Doutoramento de Denise Noronha Lima

“O espaço da memória em José Saramago: Literatura e Autobiografia” — Tese de Doutoramento de Denise Noronha Lima

Acaba de ser defendida, na Universidade Federal do Ceará — Centro de Humanidades, Departamento de Literatura, no Brasil a tese intitulada O espaço da memória em José Saramago: Literatura e Autobiografia, de Denise Noronha Lima, com a orientação de Odalice de Castro Silva.

A investigadora apresenta, assim, em resumo a sua tese: “Os estudos críticos envolvendo a obra de José Saramago têm privilegiado, em sua maioria, os romances, partindo geralmente de Memorial do Convento (1982). Elegendo um gênero (o romance) e uma fase (a maturidade do escritor) como principal objeto de análise, a crítica acaba por negligenciar tanto a sua produção anterior à década de 1980 quanto o gênero autobiográfico cultivado pelo autor. Este último assume na obra de Saramago principalmente as formas de diário (Cadernos de Lanzarote, 1997 e Cadernos de Lanzarote II, 1999) e memórias da infância (As Pequenas Memórias, 2006). Considerando esta produção, pretendemos confrontá-la com sua prosa de ficção, especialmente o romance Manual de Pintura e Caligrafia (1977), e com textos híbridos como as crônicas (Deste Mundo e do Outro, 1971 e A Bagagem do Viajante, 1973), além de seus poemas, obras da primeira fase do escritor, em que o caráter autobiográfico é mais evidente. Nosso intuito é investigar, através desse cotejo, como a obra de Saramago desenvolveu-se paralelamente a sua formação pessoal e estética, dentro de um espaço cujo elemento fundamental é a memória (pessoal, da tradição, da História e do imaginário) acabando por revelar, em qualquer dos gêneros, uma imagem do autor, deliberada e coerentemente construída.”

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