Estudo conjunto de José Saramago e Eugène Ionesco em tese de doutoramento de Simona Vermeire

Estudo conjunto de José Saramago e Eugène Ionesco em tese de doutoramento de Simona Vermeire

Simona Vermeire, investigadora romena, juntou na sua tese de doutoramento em Literatura Comparada as obras de José Saramago e Eugène Ionesco, sob o título A viralidade em Saramago e Ionesco. A viralidade enquanto patologia que globaliza a replicação como mecanismo omnipresente em vários sectores da vida actual: económico, somático, financeiro, noosférico, psicológico, metafísico e digital serviu de bom pretexto, sob o nosso ponto de vista, para a leitura transdisciplinar e para a análise comparista, refere a investigadora.

Esta “nova mortandade”, a viralidade, é analisada sob perspectivas diversas e nas quais se centra a investigação, desde a praga e a peste (biológica), à reprodução artificial e à cibernização do corpo (somática), à replicação de informação (memética), à representação da morte como expressão viral da ausência (metafísica), à anestesia do corpo invadido pelos estímulos visuais do espaço digital (digital).

De José Saramago foram consideradas as seguintes obras: O Ano de 1993, A Jangada de Pedra, Ensaio sobre a Lucidez, O Conto da Ilha Desconhecida, As Intermitências da Morte, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes e O Homem Duplicado; e de Eugène Ionesco: Rhinocéros, L’avenir est dans les œufs, Le roi se meurt, Les Chaises, Les Tableaux e Le Nouveau Locataire.

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Concluído em 2014, o doutoramento, com a designação Doutoramento em Ciências da Literatura — Especialidade em Literatura Comparada, teve como orientadora a Professora Doutora Maria do Rosário Girão Ribeiro dos Santos, do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho.

Para mais informações sobre mais teses sobre a obra de José Saramago, consulte aqui.

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