Festin mostra 80 filmes em língua portuguesa em Lisboa

Começa no dia 3 em Lisboa a 4.ª edição do Festin-Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, que este ano homenageia a cinematografia angolana. “O Grande Kilapy”, uma coprodução de Angola, Brasil e Portugal, com Lázaro Ramos, é o filme de abertura do evento que visa estimular a aproximação dos países  onde se fala o português.

Durante uma semana,  serão exibidos no cinema São Jorge cerca de 80 filmes produzidos em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. 

Entre as grandes atrações das sessões competitivas, além de “O Grande Kilapy”, está o filme “Colegas” (prémios de Melhor Filme, Melhor Direção de Arte e Prémio Especial do Júri do 40º Festival de Gramado 2012), do brasileiro Marcelo Galvão, que conta a história de três jovens (os atores têm síndrome de Down) apaixonados pelo cinema que um dia resolvem fugir no Karmann-Ghia do jardineiro (Lima Duarte) em busca dos seus sonhos. Destaca-se ainda, entre outros, a nova versão de “Bonitinha, mas Ordinária”, baseada na peça homónima do escritor brasileiro já falecido Nélson Rodrigues.

Os filmes musicais integram as variadas secções do Festin. Logo no dia 4, às 20h, na Mostra de Cinema Brasileiro, poder-se-á ver a animação “Guitarrista no Telhado”, de Guto Bozzetti, inspirado no concerto dos Beatles no terraço da gravadora Apple, em Londres. No filme, Cláudio André, um músico que também quer ser famoso, faz um concerto no telhado do prédio onde mora. Na mesma sessão, “Feijoada Completa”, protagonizado por Sónia Braga, reconta a história da canção homónima de Chico Buarque de Holanda.

Destaque também, na Maratona de Documentários, para “Dona Tututa” (dia 8, 21h50), de João Alves da Veiga sobre a lendária e nonagenária pianista cabo-verdiana Epifânia Évora (Dona Tututa), filha do “inventor da coladeira”, com depoimentos de Cesária Évora, Bana, Mayra Andrade e Tito Paris, entre outros. 

 

A crise e os problemas das minorias e comunidades com dificuldades de inserção social são outras das atrações deste ano do Festin. Presente na programação do festival desde a primeira edição, a Mostra de Inclusão Social traz 8 curtas-metragens, entre os quais “Ó pai, o que é a crise?”, do realizador e crítico de cinema José Vieira Mendes, que traça um retrato sobre a condição dos idosos no Portugal gos nossos dias.

Em competição, além de “Colegas”, estará outra longa com temática social. “A Crença”, de Dorivaldo Fernandes, que será exibido dia 4. Vencedor da 5.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Luanda 2012, denuncia a discriminação contra os albinos em Angola, através da história de Talita, uma menina que nasceu albina e muda.

Nesta edição do Festin são também vários os filmes que, de diferentes perspectivas, procuram reavivar a memória do cinema. O documentário “A Primeira Vez do Cinema Brasileiro”, por exemplo, revela os bastidores da estreia do primeiro filme pornográfico em plena ditadura militar no Brasil.

Fonte: Expresso

 

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