Jornalista etíope presa desde 2011 ganha prémio Unesco-Guillermo Cano

A jornalista etíope Reeyot Alemu, que cumpre uma pena de cinco anos na prisão, venceu o Prémio UNESCO-Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa 2013, por recomendação de um júri internacional de  profissionais da informação, em reconhecimento pela sua “excecional coragem, resistência e empenhamento na liberdade de expressão”.

O júri assinalou a contribuição de Reeyot Alemu em várias publicações independentes, escrevendo textos críticos sobre temas políticos e sociais, com foco particular nas raízes da pobreza e igualdade de género.

Em 2010, Reeyot Alemu fundou uma editora e uma revista mensal chamada Change, que foram compulsivamente encerrados. Em junho de 2011, foi detida na escola onde dava aulas de inglês, acusada de terrorismo, e está a cumprir uma pena de cinco anos na prisão de Kality, na Etiópia. A pena inicial era de 14 anos, mas um tribunal superior retirou várias acusações de terrorismo e reduziu o tempo de prisão. Propuseram-lhe clemência se aceitasse testemunhar contra os seus colegas jornalistas e recusou, pelo que foi colocada numa cela solitária durante 13 dias. Em abril de 2012, foi hospitalizada para uma cirugia a um tumor no peito e foi depois reenviada para a prisão sem tempo de convalescença.

O prémio UNESCO-Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa foi criado em 1997 e é anualmente atribuído no dia Internacional da Liberdade de Imprensa, 3 de maio, que este anos será assinaldao na Costa Rica. O prémio distingue o trabalho de alguém ou de uma organização que tenha dado uma contribuição assinalável em defesa e/ou na promoção da liberdade de expressão em qualquer parte do mundo, especialmente se essa atitude envolve riscos. Os candidatos são propostos pelos estados membro da Unesco e por organizações regionais ou internacionais ativas no jornalismo e na liberdade de expressão. Os laureados são escolhidos por um júri nomeado pelo Diretor-Geral da Unesco.

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