Deveres Humanos em destaque no Dia da Língua Portuguesa na ONU

Deveres Humanos em destaque no Dia da Língua Portuguesa na ONU

No sábado (5), celebrou-se no jardim das Nações Unidas, em Nova Iorque, o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Entre as várias atividades organizadas esteve a exibição da leitura do conto «O Lagarto», de José Saramago, pela voz de Adriana Calcanhotto, em colaboração com a FJS.

No seu discurso, o secretário-geral do ONU, o português António Guterres, recordou os 20 anos da atribuição do Nobel de Literatura a José Saramago. “O Nobel foi um acto de indiscutível justiça. Saramago é uma figura extraordinária de quem todos nos orgulhamos.” Guterres fez referência à proposta de Carta dos Deveres Humanos que, dias antes, tomou conhecimento ao receber alguns dos autores da ideia. “Tive ocasião há uns dias de verificar como a influência de Saramago se mantém em toda a parte. Recebi uma delegação chefiada por sua mulher, Pilar del Río, com elementos do corpo diplomático de Portugal, do México, de várias partes, e de várias universidades. Eles estão a procurar transformar em realidade a mensagem do discurso de Saramago na aceitação do seu prémio Nobel em relação aos deveres que cada um de nós tem como cidadão do universo. O que prova que Saramago está hoje mais vivo e influente do que nunca”.

O secretário-geral da ONU falou também da importância de se valorizar a diversidade das línguas. “A língua é, também, uma forma de estruturar o pensamento e a língua é a base da cultura (…) A diversidade é um valor essencial no mundo de hoje quando estamos a assistir ao reacender das pressões do racismo, da xenofobia, de condenação do outro só porque ele é diferente”. E terminou deixando um elogio a escritores como Jorge Amado, Luandino Vieira e Mia Couto, que, nas suas palavras, são “expressões da literatura em escala global”.

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