Lançamento da campanha: «Uma biblioteca no deserto»

Lançamento da campanha: «Uma biblioteca no deserto»

Na quarta-feira (27), pelas 18h30, no auditório da FJS, será lançada a campanha «Uma biblioteca no deserto», que tem como objetivo levar livros aos campos de refugiados do Sahara Ocidental.

Serão exibidas imagens do fotógrafo José Frade, feitas no Sahara Ocidental e alguns visitantes dos campos de refugiados darão o seu testemunho.

Sobre a iniciativa:

Em 2009, Aminetu Haidar, activista pelos direitos do povo Saharaui, cumpria no Aeroporto de Lanzarote uma greve de fome que durou 32 dias. À chegada à ilha das Canárias, José Saramago fez questão de a visitar, manifestando dessa forma o seu apoio à sua luta e à luta de todo aquele povo.Hoje, dez anos depois, a Fundação José Saramago, que na sua Declaração de Princípios assume como documento orientador a Declaração Universal de Direitos Humanos, relembra estes momentos e o facto de o Sahara Ocidental se manter como a última colónia em África, vendo grande parte da sua população confinada a acampamentos de refugiados, ao lançar uma campanha para a criação de uma biblioteca nos Campos de Refugiados do Sahara Ocidental. O apelo que fazemos a entidades privadas e públicas, a leitores que individualmente queiram somar-se a esta campanha, é o de que nos façam chegar livros, preferencialmente em língua espanhola, que venham a constituir uma biblioteca, levando a leitura e a literatura, ferramentas de liberdade e conhecimento, a quem deles tanto precisa. Porque, como afirmou José Saramago, «Marrocos em relação ao Sahara transgride tudo aquilo que são as normas de boa conduta.Desprezar os Saharauis é a demonstração de que a Carta dos Direitos Humanos não está enraizada na sociedade marroquina, que não se rebela com o que se faz ao seu vizinho, e que é a prova de que Marrocos não se respeita a si próprio – quem está seguro do seu passado não necessita expropriar quem lhe está próximo para expressar uma grandeza que ninguém jamais reconhecerá. Porque se o poder de Marrocos alguma vez acabasse por vergar os saharauis, esse país admirável por muitas e muitas coisas, teria obtido a mais triste vitória, uma vitória sem honra, nem glória, erguida sobre a vida e os sonhos de tanta gente, que apenas quer viver em paz na sua terra, em convivência com os seus vizinhos para que, em conjunto, possam fazer desse continente um lugar mais feliz e habitável.»

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