Manual de Pintura e Caligrafia (1977)

Manual de Pintura e Caligrafia (1977)

Portugal:

5_manual_de_pintura_e_caligrafiaPorto Editora 2014 (1ª edição na Porto Editora; 7ª edição).

Disponível em formato e-book

A caligrafia da capa é da autoria do pintor Júlio Pomar

«O Manual de Pintura e Caligrafia é uma obra ímpar no género da literatura autobiográfica entre nós e oferece-nos, no seu conjunto, um semental de ideias e uma carta de rumos da ficção de José Saramago até à data.Nele se fundem as escritas de uma complexa e rica tradição literária e a experiência de um tempo vivido nos logros do quotidiano e das vicissitudes da história, que será a substância da própria arte.» Luís de Sousa Rebelo

caminho_capaEditorial Caminho 1983, 6.a ed., 2006

«Um apego ao concreto. Uma obra tida como ímpar no género da literatura autobiográfica. Depois de ter investido, durante 30 anos, na poesia e na crónica, José Saramago regressa às origens e recupera o romance, género com que tinha iniciado a sua carreira. Aos 55 anos, inicia nova vida literária, que o irá transformar no mais conhecido escritor português contemporâneo. Carta de ideias e rumos. Os muros de Caxias. Um pintor a retratar as vicissitudes do quotidiano. Sabe que nunca cabará o segundo quadro. “O retrato está tão longe do fim quanto eu quiser, ou tão perto quanto eu decidir”. Saramago e o homem no tempo e nas circunstâncias, nas luzes e nas sombras. Saramago em viagem. “Verifico que mais fácil me foi ir dizendo quem era do que afirmar hoje quem sou”. Saramago de inquietações e interrogações, de luta política. A última página deste romance regista a queda do regime.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)”O Manual de Pintura e Caligrafia é uma obra ímpar no género da literatura autobiográfica entre nós e oferece-nos, no seu conjunto, um semental de ideias e uma carta de rumos da ficção de José Saramago até à data.Nele se fundem as escritas de uma complexa e rica tradição literária e a experiência de um tempo vivido nos logros do quotidiano e das vicissitudes da história, que será a substância da própria arte.” Luís de Sousa Rebelo

Círculo de Leitores 1990
Moraes Editores 1977

Edições estrangeiras:

Alemanha:

Atlantik — Hoffmann und Campe

2018 (Trad.: Maria Eduarda Alvelos)

Der Maler H. übt noch im Zeitalter der Fotografie die Kunst des Porträts aus. Die von ihm gemalten reichen Köpfe finden Gefallen in den Chefetagen und Villen Lissabons. Bei einem Routineauftrag gerät er jedoch in eine Krise. Sein Inneres sträubt sich dagegen, Porträts aufzubessern und zu vertuschen, was nicht gezeigt werden soll. Zunächst begnügt er sich damit, im Geheimen ein Parallel-Porträt zu schaffen, seiner Sicht des Abgebildeten gemäß, den er damit nicht zu konfrontieren wagt. Nach einer Italienreise auf den Spuren der Renaissance-Künstler beginnt er erneut einen ungeliebten Auftrag, doch nun verweigert er sich dem erwarteten Kitsch und löst einen Eklat aus, der ihn seine Existenz kosten könnte. All das fällt zusammen mit dem Einbruch der politischen Realität in sein Leben und dem einer Liebe. Endlich erfährt H. eine neue existentielle Authentizität, die ihn dazu befähigt, nicht einfach weiter zu malen, sondern ein ehrliches Selbstbildnis in Angriff zu nehmen.

hoffmann
Hoffmann und Campe
2014 (Trad.: Maria Eduarda Alvelos)

imagem_e_bookApenas disponível em formato e-book

Der Porträtmaler H. ist auch im Zeitalter der Fotografie noch gefragt. Die von ihm gemalten Porträts der Reichen und Mächtigen kommen gut an in den Unternehmen und Villen Lissabons. Doch eines Tages hat er genug davon, in den Porträts zu vertuschen, was nicht sichtbar werden soll.
Der frühe Roman des Nobelpreisträgers José Saramago spielt in der Zeit der Diktatur in Portugal und setzt sich nicht nur mit der Kunst, sondern auch mit den politischen Verhältnissen und der Entwicklung eines Angepassten auseinander.

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Rowohlt

1990, 1993 (edição de bolso) (Trad.: Maria Eduarda Alvelos)

Der Maler H. übt noch im Zeitalter der Fotografie die Kunst des Porträts aus. Die von ihm gemalten reichen Köpfe finden Gefallen in den Chefetagen und Villen Lissabons. Bei einem Routineauftrag gerät er jedoch in eine Krise. Sein Ich sträubt sich dagegen, die Porträts weiter aufzubessern und zu vertuschen, was nicht gezeigt werden soll. Der Roman des inzwischen weltberühmten portugiesischen Erzählers ist kein “Handbuch” im eigentlichen Sinn, sondern eine originelle Meditation über dne künstlerischen Prozeß, über die Probleme des Schreibens, und zugleich ist es, auf einer untergründigen Ebene, ein poetisches und politisches Bekenntnis.

Argentina:

alfaguara_la_nacion_capaAlfaguara 2010 (Trad.: Basilio Losada)

Pintor mediocre, dolorosamente consciente de sus limitaciones, H. recurre a las páginas de un diario como medio para comprender sus debilidades estéticas y para comprenderse a sí mismo, cuando acepta el encargo de retratar a S., administrador de una compañía.Enmarañado en una red de banales relaciones humanas y de casuales y previsibles aventuras, H. siente la necesidad de pintar un segundo retrato de S., comenzando a interrogarse sobre el sentido de su arte, de las relaciones con sus amigos y su amante, sobre el sentido de du propia vida sin historia. El trabajo de los dos retratos lo sitúa no tanto en la médula de la crisis moral del artista como en la raíz de todo acto de creación estética.Ambientada en el Portugal inmediatamnete anterior a la Revolución de los Claveles, Manual de pintura y caligrafía es una reflexión sobre el arte y sobre la escritura. El compromiso del ciudadado, la ética del intelectual y el amor del hombre son los ingredientes que articulan esta primera novela de José Saramago.

Bangladesh:

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Sandesh

2007

Brasil:

companhia_letras_capaCompanhia das Letras 1992

Manual de pintura e caligrafia é de 1977, anterior, portanto, a obras como Levantado do chão, Memorial do convento, O ano da morte de Ricardo Reis e outras que foram afirmando José Saramago como um dos mais conhecidos escritores da ficção portuguesa contemporânea. O Manual é um romance, embora, como o nome diz, seja também um tratado, no sentido da pedagogia medieval, no bom sentido das obras de Rousseau e no melhor sentido do fingimento pessoano, este de que se faz a arte de imitar o mundo pela pintura, a pintura pela linguagem, a linguagem pelo mundo… “Observo-me a escrever como nunca me observei a pintar, e descubro o que há de fascinante neste ato: na pintura, vem sempre o momento em que o quadro não suporta nem mais uma pincelada (mau ou bom, ela irá torná-lo pior), ao passo que estas linhas podem prolongar-se infinitamente, alinhando parcelas de uma soma que nunca será começada, mas que é, nesse alinhamento, já trabalho perfeito, já obra definitiva porque conhecida. É sobretudo a idéia do prolongamento infinito que me fascina. Poderei escrever sempre, até o final da vida, ao passo que os quadros, fechados em si mesmos, repelem, são eles próprios isolados na sua pele, autoritários, e, também eles, insolentes.”

Egito:

General Egyptian Book 2009 (Trad.: Shirin Abdel—Latif)

Espanha:

Seix Barral 1989
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alfaguara_capa3alfaguara_capa2Alfaguara / Penguin Random House
1998; 2007 (Punto de lectura – edição de bolso); 2011 (Colecção Biblioteca Saramago); 2015 (DeBolsillo — Contemporánea) (Trad.: Basilio Losada)

Disponível em formato e-book

Manual de pintura y caligrafía es una reflexión sobre el arte y sobre la escritura.

Pintor mediocre, dolorosamente consciente de sus imitaciones, H. recurre a las páginas de un diario como medio para comprender sus debilidades estéticas y para comprenderse a sí mismo, cuando acepta el encargo de retratar a S., administrador de una compañía.

Enmarañado en una red de banales relaciones humanas y de casuales y previsibles aventuras, H. siente la necesidad de pintar un segundo retrato de S., comenzando a interrogarse sobre el sentido de su arte, de las relaciones con sus amigos y su amante, sobre el sentido de su propia vida sin historia.

Suma de Letras 2004 (Trad.: Basilio Losada)

EUA:

harcourtHarcourt 2012 (Trad.: Giovanni Pontiero)

Manual of Painting and Calligraphy was José Saramago’s first novel. Written eight years before the critically acclaimed Baltasar and Blimunda, it is a story of self-discovery set against the background of the last years of Salazar’s dictatorship. A struggling young artist, commissioned to paint a portrait of an influential industrialist, learns in the process about himself and the world around him. The brilliant juxtaposition of a passionate love story and the crisis of a nation foreshadows all of Saramago’s major works. A must-have for any devotee of the great Portuguese Nobel laureate, Manual of Painting and Calligraphy is available in the United States for the first time.

França:

seuil_capacapa_points-2Seuil 2000, 2002 (Points– edição de bolso) (Trad.: Geneviève Leibrich)

H., peintre conventionnel et sans véritable talent, est chargé de faire le portrait de S., directeur d’une grande entreprise. Conscient de ses limites, souffrant de la médiocrité de ses toiles et de la banalité de sa vie, H décide de s’interroger sur le sens de son existence et sur celui de son art. Pour cela, il commence à exécuter dans le secret de son atelier un second portrait de S. et, parallèlement, décide d’écrire un journal. Peu à peu, il découvrira qu’en peignant un autre c’est lui-même qu’il peint et qu’en voulant mieux se connaître à travers l’écriture c’est vers l’art que celle-ci le conduit. Ce roman, publié en 1983, contient en germe quelques-uns des grands thèmes chers à José Saramago : médiocrité de la vie quotidienne, crise morale et engagement de l’artiste, interrogation sur l’existence de Dieu, quête et dépassement de soi. Le journal de H., en rendant inséparable la vie d’un homme de son œuvre dans un constant va-et-vient entre réalité et fonction, mensonge et vérité, nous offre un des plus beaux romans sur les rapports entre l vie et l’art, l’éthique et l’esthétique.

Irão:

Ferdows 1999 (farsi) (Trad.: Abdul Sadrieh)

Israel:

Hakibbutz (a publicar)

Itália:

feltrinelli_capaFeltrinelli 2011 (Trad.: Rita Desti)

Disponível em formato e-book

La voce narrante è un pittore che conosciamo solo per la sua iniziale, H. (così come l’antagonista, S., e la donna amata, M.), privo di qualsiasi talento, un ritrattista ufficiale che entra in crisi comprendendo finalmente che la sua non è affatto “arte” ma una forma di schiavitù al potere. Da quel momento sarà la scrittura – e quindi la calligrafia – a dover trasmettere quanto fino ad allora passava attraverso la pittura. Nella migrazione da una forma d’arte all’altra, dalla pittura alla calligrafia, dalle immagini alla rappresentazione verbale, si snoda la storia della crisi di un uomo e di un paese, un percorso che simbolicamente si conclude il giorno della definitiva caduta del regime fascista portoghese. Un’autobiografia, un romanzo di formazione sospeso fra Portogallo e l’amatissima Italia, un percorso di rinascita di un uomo, di un artista e di una nazione.

man_italia1man_italia2Bompiani 1991 (Trad.: Rita Desti)
Einaudi 2003 (edição de bolso) (Trad.: Rita Desti)

«Il Manuale di pittura e calligrafia è probabilmente un libro di apprendistato; ma è anche forse il mio libro piú autobiografico… l’ho scritto nel 1976, e vi ho riportato esattamente le settimane precedenti la Rivoluzione dell’aprile del 1974». José Saramago

México:

Alfaguara 1999 (Trad.: Dulce María Zúñiga)

Un pintor mediocre escribe un diario. Se da cuenta de la banalidad que lo rodea y se pregunta sobre el sentido de su arte, de sus relaciones personales, de su propia vida sin historia.

Reino Unido:

man_ukCarcanet 1992 (Trad.: Giovanni Pontiero)

The last years of Salazar’s dictatorship provide a backdrop for The Manual of Painting and Calligraphy. The story is told by H, a second-rate artist commissioned by a wealthy client to paint a family portrait. As he works, he reflects on his struggleto survive in a bourgeois world obsessed with status and affluence. His portrait focuses animosity, his sitters are left uncomfortably exposed. The novel explores wider issues: the functions of art and literature; the critic’s role; and, in H’s tour of Italian galleries, a meditation on the influences shaping western culture. Back in Portugal, H is embroiled in political fear and mistrust when a friend is arrested by the secret police. He falls in love, too, and by the end of the story defines his objectives and achieves an inner freedom. This coincides with the Portuguese Revolution of 1974 and Salazar’s overthrow.

Polónia:

rebisRebis 2010 (Trad. Wojciech Charchalis)

Niezwykła powieść autobiograficzna, która uważnemu czytelnikowi pomoże pełniej zrozumieć późniejszą twórczość Jose Saramago

Lizbona, druga połowa lat sześćdziesiątych XX w. H. malarz portrecista, który do tej pory żył z uwieczniania na płótnie wizerunków bogatych mieszczan, przeżywa kryzys twórczy. Dociera do niego, że tego, co do tej pory robił, nie można nazwać sztuką, a całe jego życie musi zostać przewartościowane. Sięga więc po pióro, by przelać na papier swoje rozważania na temat malarstwa i literatury oraz wspomnienia z podróży do Włoch.
O malarstwie i kaligrafii, niezwykła powieść autobiograficzna, jest bardzo ważna w dorobku pisarza. Uważnemu czytelnikowi pomoże ona pełniej zrozumieć późniejszą jego twórczość, jej walory artystyczne i humanistyczne, a także jej wyszukaną formę.

José Saramago, laureat literackiej Nagrody Nobla z 1998 r. i najpopularniejszy na świecie prozaik portugalski, sławę zdobył dopiero w sześćdziesiątym roku życia swoją trzecią powieścią Baltazar i Blimunda, nagrodzoną prestiżową nagrodą portugalskiego PEN Clubu oraz Nagrodą Literacką Miasta Lizbona.

Nakładem Domu Wydawniczego REBIS ukazały się dotychczas: Baltazar i Blimunda, Wszystkie imiona, Rok śmierci Ricarda Reisa, Kamienna tratwa, Historia oblężenia Lizbony oraz Miasto ślepców i Miasto białych kart.
Jose Saramago zmarł 18 czerwca 2010 roku.

Roménia:

polirom_capaPolirom 2010 (Trad. Georgiana Barbulescu)

Manual de pictura si caligrafie este romanul de debut al lui Jose Saramago, publicat in 1977, nucleul din care se vor dezvolta capodoperele ulterioare ale scriitorului portughez, laureat al Premiului Nobel pentru Literatura, 1998.Protagonistul romanului Manual de pictura si caligrafie este un pictor mediocru, desemnat prin initiala H., care primeste comanda de a face portretul lui S., directorul unei mari companii. Dureros de constient de propriile limite, H. recurge la paginile unui jurnal ca mijloc de-si analiza slabiciunile estetice si de a se intelege pe sine insusi, descoperind astfel ca simte nevoia sa picteze si un al doilea portret al lui S. Munca la respectivele portrete, cel academic, pictat in modul consacrat si instituit de normele comenzii, si cel realizat cu intentia, nefinalizata, de a capta imaginea „adevaratului S.”, pune in discutie insusi fundamentul actului de creatie estetica. O poveste fascinanta, dezvoltind una dintre temele predilecte ale lui Saramago: relatia dintre realitate si reprezentarea artistica.

„Manual de pictura si caligrafie incorporeaza reflexivitatea ca dimensiune explicita a discursului, prezentind o serie de caracteristici tipic moderniste. Spatiul fictiunii este organizat in jurul unui subiect perceptiv, care dezvolta diferite variante de monolog interior, vizind atit modalitatile de autoreprezentare, cit si problematica reprezentarii: transpunerea «realului» in varii discursuri (pictura si scris) si iluzia mimesis-ului (portretul si autobiografia). Bazat pe un pact de veracitate, mimesis-ul este la fel de conventional ca si formele artistice inradacinate in imaginar, ceea ce implica o problematizare a «traducerii» interartistice si interdiscursive (de la pictura la literatura).” (Mioara Caragea)

„Saramago nu este un autor care submineaza diverse formule literare dintr-o simpla intentie ludica sau vocatie a gratuitului. Intregul sau proces creator este determinat de necesitatea interioara a semnificatiei. Iar reversul discursului sau romanesc conduce, in mod logic, la controversa, la o lume uimitoare unde poeticul se elibereaza total, intr-o incercare de a surprinde viitorul posibil.” (Luis de Sousa Rebelo)

Rússia:

Sophia (a publicar)

Turquia:

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2000 (Trad.: Şemsa Yegin)

Nobel ödüllü Portekizli yazar José Saramago’nun ilk romanı olan Ressamın Elkitabı, yazarın bütün edebiyat yaşamının temellerini oluşturacak kimi temaların tohumlarını içinde barındırıyor: Günlük yaşamın sıradanlığı, ahlaksal kriz, sanatçının toplumla ilişkisi, bireysel ve toplumsal baskı, Tanrı’nın varlığı üzerine düşünme, kendini sorgulama ve aşma. Siparişle çalışan yeteneksiz ressam H., bir işletmenin yöneticisi olan S.’nin portresini yapma görevini üstlenir. H., yeteneksizliğinin bilincindedir, üstelik tablolarının ve yaşamının sıradanlığından da acı duymaktadır. Aldığı işi bitirmeye çalışırken, yaşamını ve sanatının amacını sorgulama ihtiyacı duyar. Bu amaçla atölyesinde gizlice S.’nin ikinci bir portresini yapmaya, buna koşut olarak da ‘günlük’ tutmaya başlar. Ülke siyasal çalkantılarla alt üst olurken H., kendi küçük dünyasında kendi sıkıntılarını yaşamaktadır. Olayların beklenmedik düğümlere kaydığı Ressamın Elkitabı, hayat, sanat, siyaset, aşk, kentler, görüntüler ve gerçekler üzerine bir denemeler bütünü olarak da düşünülebilir. José Saramago’nun kendi yaşamından izdüşümlerle renklenen romandaki H.’nin günlüğü, gerçeklik ve kurgu, doğru ve yalan arasında dolaşarak bize yaşam ve sanat, ahlak ve estetik arasındaki ilişkiler üzerine en güzel metinlerden birini sunuyor.

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