Mês do Desassossego (28)

Desgraçadamente estamos a passar das promessas do Estado-providência à realidade que é o Estado-vampiro. Ao mesmo tempo que os impostos diretos e indiretos sobem, o Estado foge às suas obrigações e deixa os cidadãos nas mãos de empresas privadas que se regem exclusivamente por uma lógica de lucro. Auguro que mais cedo ou mais tarde, o cidadão terá de fazer a si mesmo a pergunta: “A quem está servindo um Estado que não nos serve?” Então alguma coisa poderá começar a mudar.
in Cadernos de Lanzarote, Diário IV, pág. 244

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