Mês do Desassossego (4)

“Inventámos uma espécie de pele grossa que nos defende da agressão da realidade, que nos levaria a assumi-la, a sabermos o que se está a passar e a fazer o que finalmente se espera de um cidadão, que é a intervenção.”

“Se a Espanha vai bem, é uma exceção, porque o mundo não vai bem”, La Provincia, Las Palmas, Canárias, 15 de Abril de 1998 [Reportagem de Ángeles Arencibia] 

 

“Nós estamos a assistir ao que eu chamaria a morte do cidadão e, no seu lugar, o que temos e, cada vez mais, é o cliente. Agora já ninguém nos pergunta o que é que pensamos, agora perguntam-nos qual a marca de carro, de fato, de gravata que temos, quanto ganhamos…”

“Ganhar o Prémio Nobel é como ser Miss Universo”, El Mundo, Madrid, 6 de Dezembro de 1998 [Entrevista de Manuel Llorente] 

 

“A única alternativa a tudo o que tem a ver com a vida social é a participação.”

Juan Arias, José Saramago: El amor posible, Barcelona, Planeta, 1998 


in “Saramago nas suas palavras”, pág. 394/395



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