Dizia que tinha ultrapassado os 100 anos “acreditando nas coisas simples da vida e tentando descomplicar o que pode parecer impossível”. A 25 de dezembro, Dona Canô morreu em casa, como queria, e vestida de branco, como nos dias de festa.
Claudionor Viana Teles Veloso completara 105 anos a 16 de setembro. Tinha nascido no mesmo ano que Oscar Niemeyer, cuja morte a 5 de dezembro passado a emocionou muito, segundo um dos filhos citado pela comunicação social brasileira.
Dias depois, sofreu uma isquémia cerebral e foi internada, mas mesmo sem conseguir falar deu a entender que queria ir para casa. Mãe de oito filhos, entre os quais Maria Bethânia e Caetano Veloso, Dona Canô era uma referência matriarcal em Santo Amaro da Purificação, na Bahía, onde era reconhecida pela sua devoção religiosa, pela sabedoria de vida e pelo empenho nas causas da cidade.
Em 2007, o Direto da Redação, jornal virtual brasileiro, promoveu uma entrevista em conjunto com Dona Canô e Oscar Niemeyer, que pode ler aqui.
Leia neste site o texto sobre Dona Canô, publicado nos Cadernos de Lanzarote, Diário IV.
http://www.youtube.com/watch?feature=pla












