Morreu Pedro Ramos de Almeida, histórico da resistência antifascista

Estava a escrever um livro sobre o MUD Juvenil mas não teve tempo de terminá-la porque uma insuficiência respiratória o levou à morte, hoje, em Lisboa. Essa seria mais uma das obras a acrescentar às que Pedro Ramos de Almeida, resistente antifascista que foi dirigente do PCP e do MDP/CDE, deixou sobre os tempos da ditadura.
O velório decorre na Igreja de S. João de Deus, na Praça de Londres, em Lisboa e amanhã o corpo será cremado às 17:00 no cemitério do Alto de S. João.
Nascido em 1932, licenciado em Direito e lutador antifascista, foi dirigente do PCP e viveu no exílio em Argel na década de 60, onde pertenceu à Frente Patriótica de Libertação Nacional e foi um dos responsáveis da rádio Voz da Liberdade. Foi um dos presos políticos que se evadiram doa prisão de Caxias em 1961.
Além de ter realizado inúmeros artigos para rádio, jornais e revistas, escreveu vários livros, entre os quais “Salazar, Biografia da Ditadura”, “O Assassínio do General Humberto Delgado. A Armadilha Política” e “Portugal e a Escravatura em África”.
(a foto foi tirada por Álvaro Cunhal em Argel e Ramos de Almeida tem ao colo o filho mais novo, João)

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