Museu de Charles Dickens reabre as portas remodelado em Londres

O sóbrio casarão de quatro andares e fachada de pedras na Doughty Street, em Londres, onde o escritor Charles Dickens viveu reabriu suas portas. A reforma de 3 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 10,2 milhões) mudou a cara do Charles Dickens Museu, que passou anos à beira do abandono do grande público, sendo procurado apenas por estudiosos da obra do escritor. Uma silhueta do escritor, logo na entrada, é o exemplo da missão adotada pela nova administração do museu, trazer Dickens “de volta a vida”. Ele viveu naquele local entre 1837 e 1839, tempo curto, mas suficiente para que ele escrevesse ali obras clássicas como “Nicholas Nickleby” e “Oliver Twist” e visse nascer seus dois primeiros filhos.

O “novo” museu agora tem audioguias, um centro de informações e um café, além de elevador e maior acessibilidade a pessoas com deficiência. O espaço abrirá suas portas também a exibições temporárias, como a do figurino do filme “Grandes esperanças”, adaptação do livro homônimo de Dickens e estrelado por Helena Bonham Carter e Ralph Fiennes.

Num dos cômodos no andar superior, visitantes podem escutar gravações de trechos de histórias escritas por Dickens gravadas pelo ator Simon Cllow e conhecer aspectos familiares poucos conhecidos mas que influenciaram algumas de suas futuras obras, como a morte trágica de sua cunhada Mary aos 17 anos. A sala de jantar azul, o quarto do casal, o antigo escritório, todos os cômodos foram reformados, mas sem manter a decoração da época, ajudando a recriar a história do jovem Dickens e da própria Londres de meados do século XIX, tão presente em sua obra.

O Charles Dickens Museum fica na 48 Doughty Street, em Londres. Os ingressos custarão 8 libras para adultos (crianças entre 6 e 16 anos pagam meia e maiores de 65 anos pagam 6 libras). A programação pode ser vista no site dickensmuseum.com.

Fonte: O Globo

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