Na Lisboa de Saramago – reportagem no jornal italiano La Stampa

“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. Este é um entre os muitos aforismos de José Saramago, que sabia observar as coisas de outro ponto de vista. Uma vida longa, enriquecida pelo Prémio Nobel em 1998, passada a procurar as palavras. Sempre analisadas ao microscópio e pesadas na balança antes de serem escritas ou pronunciadas.” Assim começa a extensa reportagem de Valerio Griffa intitulada “Na Lisboa de Saramago” publicada no jornal italiano La Stampa em 25 de julho último.

“Saramago foi-se embora em junho de 2010 e, logo depois, a Fundação com o seu nome que tinha criado em 2007 encontrou espaço na magnífica Casa dos Bicos, um palácio quinhentista no bairro de Alfama, construído com uma fachada de cantaria em forma de diamantes (como o Palácio dos Diamantes de Ferrara) e janelas em estilo manuelino. Aqui se cultiva a sua memória e os seus ensinamentos e podem ver-se as várias edições dos seus livros, as fotos de uma vida, exposições temporárias. Depois, há a cidade. Lisboa, teatro do Ano da Morte de Ricardo Reis (1984).”

“Procurar Saramago nos lugares, tendo em mente as suas palavras, é difícil. Como ele escreveu… é preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante regressa imediatamente.”

La Stampa

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