O “nosso” Nobel, num dia como hoje

O “nosso” Nobel, num dia como hoje

No dia 8 de outubro de 1998, a ponto de embarcar num avião que o levaria de Frankfurt para Madrid, José Saramago recebeu a notícia de que a Academia Sueca lhe havia atribuído o Prémio Nobel de Literatura daquele ano. «Só havia uma coisa a fazer: era viver e fazer viver o mais intensamente possível as consequências do prémio», disse, anos depois, o escritor sobre o acontecimento que foi um marco não só para a sua vida, mas também para a literatura em língua portuguesa.


(Anúncio oficial do Prémio Nobel de 1998)

Agora, passadas duas décadas do triunfo, e já sem a presença do autor, a Fundação José Saramago está envolvida numa série de atividades para assinalar os 20 anos do Prémio que, nas palavras de José Saramago, fez com que crescêssemos três centímetros. «Todos nos sentimos mais altos, mas fortes, mais formosos até», explicaria o autor.


(Entrevista realizada no dia 8 de outubro de 1998)

Hoje, dia 8 de outubro de 2018, chega às livrarias, em Portugal e em Espanha, um livro inédito de José Saramago: «O Último Caderno de Lanzarote», diário do escritor referente ao ano de 1998. Também hoje tem início o «Congresso Internacional José Saramago: 20 anos com o Prémio Nobel», coordenado pelo professor Carlos Reis, da Universidade de Coimbra. Até ao dia 15 de dezembro serão muitas as atividades relacionadas com as comemorações do Prémio Nobel de Literatura.

A Fundação José Saramago tem também o gosto de tornar pública hoje a parceria que estabeleceu com o Instituto Camões e que possibilitará que qualquer delegação deste Instituto ou qualquer outra entidade, em qualquer lugar do país, tenha acesso de forma gratuita a uma exposição sobre os 20 anos do Prémio Nobel a José Saramago. Com curadoria da FJS e realizada pelo estúdio Silvadesigners, a exposição estará disponível nas páginas web do Instituto Camões e da FJS com as especificações técnicas para que seja impressa e montada adequadamente.


José Saramago é cercado por populares na Praça do Município, minutos depois de receber as chaves de Lisboa, no dia 13 de outubro de 1998 (foto: CML/D. Marca e Comunicação)

 

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