Óscar Lopes

Materialista, não acreditava que a morte fosse a viagem definitiva. O autor da Gramática Simbólica do Português, faleceu hoje, no Porto, aos 94 anos. O seu corpo estará em câmara ardente na sede de Associação dos Jornalistas e homens de Letras do Porto.

“Nós só conhecemos uma fração mínima da realidade, estamos no início de uma grande aventura cósmica”, dizia Óscar Lopes, que partilhou a vida entre a história da literatura e a linguística, entre as grandes questões sociais da condição humana e o fraterno sentido extremo de estar com os outros.

Preso por motivo políticos, impedido de lecionar no ensino superior antes do 25 de Abril, o autor de Uma Espécie de Música lembra que a sua avó chorou de desgosto quando soube que ele era comunista. “E eu chorei, porque ela chorou”.

Autor da História da Literatura Portuguesa, em colaboração com António José Saraiva, Óscar Lopes foi militante do PCP e integrou o Comité Central. Em 2006, foi distinguido com a Ordem da Liberdade.

Fonte: DN

Texto de José António Gomes, publicado na revista O Militante, pelos 90 anos de Óscar Lopes

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