Restauro dos órgãos do Palácio de Mafra recebe prémio europeu

O restauro dos órgãos do históricos do Palácio de Mafra é um dos seis projetos de excecional relevância no património europeu distinguido com o prémio Europa Nostra, numa cerimónia no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, com a presença do Presidente da República, do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do presidente da organização Europa Nostra, o tenor Plácido Domingo, no âmbito do Congresso Europeu do Património.

 

Após um interregno de duzentos anos, os seis órgãos históricos do Palácio de Mafra, únicos no mundo, voltaram a tocar em conjunto em 2010, depois de um restauro de mais de 12 anos agora premiado pela Comissão Europeia. “É uma distinção que premeia a escola de organaria portuguesa e homenageia os organeiros portugueses e todas as pessoas envolvidas”, disse à agência Lusa Dinarte Machado, o mestre organeiro responsável. O complexo restauro foi acompanhado por uma comissão científica, liderada por Rui Vieira Nery.

Pela singularidade dos órgãos e pela falta de espaço dentro da basílica, sempre aberta ao culto, tratou-se de um trabalho árduo, porventura único na carreira deste profissional, pelo estudo que a conservação acarretou, pelo estudo em torno de instrumentos únicos no mundo e pela necessidade de harmonização dos instrumentos de acordo com o respetivo som original.

Mas, tendo em conta o estado de degradação dos seis órgãos, o trabalho veio a tornar-se mais desafiante.

Com “O Memorial do Convento”, um dos seus livros mais conhecidos, José Saramago transportou para o campo do romance a construção do convento de Mafra, em torno de duas inesquecíveis personagens – Blimunda e Baltazar.

 

 

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