Sete Sóis Sete Luas no Parlamento Europeu

Um festival sem fronteiras é o que o Parlamento Europeu vai conhecer no dia 23 de janeiro, numa reunião de uma hora em que o Sete Sóis Sete Luas vai contar à Comissão da Cultura a história de 20 anos de existência. O diretor do Festival, Marco Abbondanza, terá uma hora para falar aos deputados europeus sobre o conceito e a experiência de mais de 20 anos de trabalho com 30 municípios de onze países que compõem a rede internacional – Brasil, Cabo Verde, Croácia, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Marrocos, Roménia e Portugal. Como refere um comunicado da organização, esta é “uma babel linguística para dar voz a um projeto cultural que desde 1993 trabalha para a promoção da música popular e da arte contemporânea” dos países envolvidos. A sessão não terá apenas palavras ditas: “Como a música pode valer mais que as palavras, para terminar a reunião serão apresentados dois estilos musicais declarados pela UNESCO como património imaterial da humanidade, interpretados por dois grupos que participaram várias vezes no festival SSSL: os Tenores de Neoneli da Sardenha no “Canto a Tenore” e o cantor andaluz Juan Pinilla no “Flamenco”. Esta é a segunda vez que o festival SSSL é chamado pela Comissão da Cultura do Parlamento Europeu de Bruxelas. A sua primeira presença foi no ano 2009 graças à iniciativa de Katerina Batzeli, presidente da Comissão da Cultura do Parlamento Europeu daquela época, e agora a iniciativa partiu do euroedeputado italiano Gianni Vattimo. O Festival tem três centros – Pontedera(Italia), Ponte de Sor (Portugal) e Frontignan (França) e nasceu em 1993: “Jovens sonhadores, com uma grande paixão pelo teatro, fundam o Gruppo Teatrale Immagini (Grupo Teatral Imagens) em 1987. Ansiosos por atravessar a fronteira italiana, em 1991, voam até ao Alentejo. Aqui apresentam vários espectáculos, com muito sucesso, e entram em contacto com José Saramago, convidando-o a visitar Pontedera. O escritor português não só aceita o convite, como também lhes oferece os direitos de autor em Itália do seu livro “O ano de 1993”. Em 1993 nasce o Festival Sete Sóis Sete Luas, dirigido por Marco Abbondanza desde a sua primeira edição, e começa o original e rico intercâmbio cultural entre Itália e Portugal” – pode ler-se no site do Festival. José Saramago foi o primeiro presidente honorário. Na foto, espetáculo do grupo português Melech Mechaya no Tarrafal, em Cabo Verde, no dia 7 de janeiro de 32013 (imagem do Festival Sete Sóis Sete Luas).

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