03/02: “História do Cerco de Lisboa”, no Castelo de S. Jorge, pela voz de Pedro Lamares (última sessão)

03/02: “História do Cerco de Lisboa”, no Castelo de S. Jorge, pela voz de Pedro Lamares (última sessão)

No domingo, dia 3 de fevereiro, às 16h, decorre a última sessão “Leitura de inverno” com Pedro Lamares a ler excertos de História do Cerco de Lisboa.

A entrada é gratuita mediante inscrição (info@castelodesaojorge.pt | +351 218 800 620), e o encontro junto da estátua de D. Afonso Henriques.

Os primeiros 20 Amigos de Saramago a efectuarem a reserva têm o seu lugar assegurado na Leitura.

Sobre o espetáculo
Uma leitura viva da obra ‘História do cerco de Lisboa’, de José Saramago.
“Um revisor é uma pessoa séria no seu trabalho, não joga, não é prestidigitador, respeita o que está estabelecido em gramáticas e prontuários, guia-se pelas regras e não as modifica, (…) muito menos porá um não onde o autor escreveu sim, este revisor não o fará.” Raimundo Silva, enclausurado na sua rotina, na sua disciplina, na sua revolta branda contra as imprecisões, atreve-se, “em plena consciência”, a acrescentar uma palavra a um livro que pretende ser um documento histórico. Um ‘não’ que não ousa mudar a frase ou sequer o livro: ousa mudar a História.
“Assim está escrito e portanto passou a ser verdade, ainda que diferente, o que chamamos falso prevaleceu sobre o que chamamos verdadeiro, tomou o seu lugar, alguém teria de vir contar a história nova, e como.”
A proposta é extrair do texto o arco narrativo, compactando-o em 45 minutos de leitura corrida, minimizando as feridas da omissão. Num texto que vive em dois tempos paralelos, a História dentro de uma história, esta releitura foca-se na linha contemporânea, no ímpeto
de um revisor que reescreve o passado numa palavra.
“Então vai-se ao tempo que passou, que só ele é verdadeiramente tempo, e tenta-se reconstruir o momento que não soubemos reconhecer, que passava enquanto reconstruíamos outro, e assim por diante, momento após momento.” — Pedro Lamares

A iniciativa é uma parceria entre a Fundação José Saramago e o Castelo de S. Jorge.

Fotografia: © Vitorino Coragem, 2018

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