Viagem a Portugal (1981)

Viagem a Portugal (1981)

Portugal:

cjs-vport_04857_cpPorto Editora 2016 (1ª edição na Porto Editora; 25ª edição)

A caligrafia da capa é da autoria da professora catedrática Maria Alzira Seixo

Entre outubro de 1979 e julho de 1980, José Saramago percorreu o país lés a lés a convite do Círculo de Leitores, que comemorava o décimo aniversário da sua implantação em Portugal. Disse o autor após essa deambulação, misto de crónica, narrativa e recordações, que «o fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite… É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos».

Editorial Caminho 1984 (Fotografias, na sua maioria, de Asta, Luís Almeida d’Eça, bem como de Adriano Sequeira e do autor, algumas cedidas por Penaguião & Burnay Lda e pelo Museu Nacional de Arte Antiga), 14.a ed., 2003 (edição cartonada) (Fotografias de Maurício Abreu)

Renovando o esquematismo tradicional do guia turístico, esta Viagem a Portugal constitui uma revelação surpreendente de um país, precisamente o nosso país, banalizado pela proximidade, pelo abuso do cliché. Pela pena inconfundível de Saramago, o leitor é levado a conhecer o autêntico rosto duma terra inesgotável, por caminhos humanos e naturais cuja beleza e força nos surpreendem. As fotografias de Maurício Abreu acompanham o texto de Saramago.

Editorial Caminho 1990, 24.a ed., 2011 (Prefácio de Claudio Magris) (edição brochada) (não ilustrada)

imagem_e_bookDisponível em formato e-book

«É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.»

«De Nordeste a Noroeste, caminhos que vão dar às “Meninas de Castro Laboreiro”, à “História do soldado José Jorge” ou ao Monte Evereste de Lanhoso. Depois, as “Terras baixas, vizinhas do mar”. Encontramos nelas “Um Castelo para Hamlet”, e descobre-se que nem todas as ruínas são romanas. Viaja-se ainda pelas “brandas beiras de pedra”, com as “novas tentações do demónio” e “o fantasma de José Júnior”. Um convite, entretanto, a parar em todo o lado, entre Mondego e Sado, para observar “artes da água e do fogo” ou as chaminés e laranjais. E um passeio pela “grande e ardente terra de Alentejo”. Aí, “a noite em que o mundo começou”; aí, “uma flor da rosa”; aí, onde “é proíbido destruir os ninhos”. E mais o sol, o pão seco e o pão mole do Algarve, com “o português tal qual se fala”. “Pelos caminhos de Portugal / Eu vi tantas coisas lindas vi o mundo sem igual”, canta o cancioneiro popular, e assim faz Saramago, com a diferença essencial que a qualidade da sua escrita está bastantes furos acima. Uma viagem, se não pelo Portugal profundo, pelo menos por uma forma profunda de ver Portugal.» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)

Círculo de Leitores 1981 (edição cartonada) (Fotografias, na sua maioria, de Asta, Luís Almeida d’Eça, bem como de Adriano Sequeira e do autor, algumas cedidas por Penaguião & Burnay Lda e pelo Museu Nacional de Arte Antiga); 1999 (edição brochada, não ilustrada)

Edições estrangeiras:

Alemanha:

Hoffmann und Campe 2012 (Trad.: Karin und Nicolai von Schweder-Schreiner) (não ilustrada)

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“Überlass deine Blumen jemandem, der damit umzugehen weiß, und fahr los.” Saramago lädt ein zu einer literarischen und kulturellen Reise durch seine Heimat Portugal, die er in den 90er Jahren, nach längerer Abwesenheit, mit fremdem Blick ganz neu entdeckt.

Seine gemächliche Fahrt in einem klapprigen Auto führt vom Norden Portugals über Hunderte von Kilometern hinweg bis zur Algarve. Geleitet von einer zerknitterten Landkarte und spontanen Eingebungen, lässt der Reisende sich durch die Landschaft treiben. Er macht Halt in kleinen Dörfern, besichtigt Kirchen, Klöster und Burgen oder erfreut sich an der Schönheit der Natur. Nicht zu vergessen, die wunderbaren Geschichten, die ihm an jeder Ecke begegnen. Saramago gibt Einblick in die unbekannten Seiten Portugals und legt gleichzeitig einen literarischen Bericht über die Kultur des Reisens vor, der so bereichernd wie beglückend ist.

“Ein in jeder Hinsicht großartiges Buch!” Neue Zürcher Zeitung

viagem_pt_atlantikAtlantik / Hoffmann und Campe 2014 (Trad.: Karin von Schweder-Schreiner e Nicolai von Schweder-Schreiner) (não ilustrada)
Rowohlt 2003; 2006 (Trad.: Karin von Schweder-Schreiner e Nicolai von Schweder-Schreiner) (não ilustrada)

“Ein in jeder Hinsicht großartiges Buch” (Neue Zürcher Zeitung)

Der Nobelpreisträger José Saramago auf einer Fahrt durch seine Heimat Portugal: überall spürt er in sich jenen Einklang, der ihn mit Land und Menschen verbindet, aber oft spürt er auch Missklänge. Er besucht das Bekannte wie das Entlegene, Versteckte. Und sehr genau, ja penibel beobachtet er.

Sein Reiseführer quillt über vor Wissen über Geschichte und Kultur, die Zeit der Weltherrschaft, Maler, Entdecker, Schriftsteller, Heilige und Sünder.

“Der Reisende ist kein Tourist. Das ist ein großer Unterschied. Reisen heißt entdecken, alles andere ist nur vorfinden.” (José Saramago)

Argentina:

Alfaguara 2010 (Trad.: Basilio Losada) (não ilustrada)

«La felicidad, sépalo el lector, tiene muchos rostros. Viajar es, probablemente, uno de ellos».

«No es verdad. El viaje no acaba nunca. Sólo los viajeros acaban. E incluso éstos pueden prolongarse en memoria, en recuerdo, en relatos. Cuando el viajero se sentó en la arena de la playa y dijo: ‘No hay nada más que ver’, sabía que no era así. El fin de un viaje es sólo el inicio de otro. Hay que ver lo que no se ha visto, ver otra vez lo que ya se vio, ver en primavera lo que se había visto en verano, ver de día lo que se vio de noche, con el sol lo que antes se vio bajo la lluvia, ver la siembra verdeante, el fruto maduro, la piedra que ha cambiado de lugar, la sombra que aquí no estaba. Hay que volver a los pasos ya dados, para repetirlos y para trazar caminos nuevos a su lado. Hay que comenzar de nuevo el viaje. Siempre. El viajero vuelve al camino».

Leer este libro será una revelación para quienes desean conocer el país, y un aunténtico placer de la memoria para quienes ya lo conocen y sin duda retornarán a él.

Bangladesh:

Book Club (a publicar)

Brasil:

Companhia das Letras 1997 (não ilustrada)

Em Viagem a Portugal, o pacto de Saramago com a língua se materializa com tanta clareza que chega a parecer um destino – é como se as coisas e as pessoas estivessem estado à espera de seu escritor. Um milhão de viajantes viram os rios, as encostas e as florestas que Saramago viu. Entraram nos mesmos castelos e igrejas. Pediram informação àquele pastor, à fiandeira e ao velho da encruzilhada. Todos deram pasto à vista e à imaginação. Nenhum deles, entretanto, teve como levar a viagem para casa, refazê-la por escrito e escolher que iria partilhá-la infinitamente. Conhecemos, neste livro, que nome se dá às coisas em Portugal, qual é a comida que vai para a mesa, quem pintou o teto daquela capelinha, quando é que chove, de que cor são os olhinhos de Nossa Senhora da Cabeça, o que aconteceu com as flores das amendoeiras que o rei mouro mandou plantar para a sua princesa nórdica, quanto custa passar o tempo nas ruas de Serpa, até que ponto são rápidas as águas do Pulo do Lobo, de que modo se conserva a seriedade perante o são Sebastião sorridente e orelhudo de Cidadelhe, por que morreu Inês, a amante de Pedro, o Cruel, o Cru, o Filho-Inimigo, o Tartamudo, o Dançarino, o Vingativo, o Até-Ao-Fim-do-Mundo-Apaixonado.

Eslovénia:

Studentska Zalozba (a publicar)

Espanha:

Arquetipo Ediciones 1990 (edição cartonada) (Fotografias de Maurício Abreu)
Círculo de Lectores 1991
Bibliotex/El Mundo 2000 (não ilustrada)
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Alfaguara / Penguin Random House
1994, 2001 (Punto de lectura – edição de bolso); 2011 (Colecção Biblioteca Saramago); 2015 (DeBolsillo — Contemporánea) (Trad.: Pilar del Río) (Trad.: Basilio Losada) (não ilustrada)

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Conocer un país significa comprender, de la manera más exacta posible, su paisaje, su cultura y el pueblo que lo habita, por eso José Saramago viaja a Portugal y ofrece al lector el auténtico rostro de una tierra inagotable.

Con un itinerario que, desde Trás-os-Montes hasta el Algarve y desde Lisboa al Alentejo, recorre todo el país, Viaje a Portugal es la reproducción escrita de las múltiples impresiones recogidas por la sensibilidad de un viajero siempre atento a lo que ven sus ojos.

Saramago intenta comprender con su obra la realidad de Portugal y descifrar al mismo tiempo su pasado. Leer este libro será una revelación para quienes desean conocer el país vecino, y un auténtico placer de la memoria para quienes ya lo conocen y sin duda retornarán a él.

Suma de Letras 2003 (Trad.: Basilio Losada)
Edicions 62 2005 (Trad.: Xavier Pàmies) (não ilustrada)

A través d’aquest Viatge a Portugal José Saramago ens porta pels camins que recorre un viatger pel seu propi país. Guiat pels detalls que ofereix el paisatge, la gent i la cultura, l’autor ens proposa una ruta que va molt més enllà dels itineraris establerts. I és que els ulls amb què Saramago retrata la seva terra són els ulls encuriosits de qui mira per poder comprendre millor el present i el passat. Els ulls de qui mentre descobreix el seu país es descobreix també a si mateix. Viatge a Portugal és un llibre fascinant que sedueix per la capacitat de transportar-nos, només passant pàgines, des de Lisboa a l’Alentejo o de l’Algarve a les terres del Douro. Un viatge d’aquells que sempre ve de gust repetir.“Un viatge, no pel Portugal profund, sinó per una forma profunda de veure Portugal”, Diario de Notícias “Potser sigui el seu compromís, la seva actitud ètica, el que fa de la seva obra un testimoni encoratjador dels nostres temps i que justifica a bastament la seva lectura.”Basilio Losada José Saramago (Azinhaga, Ribatejo, 1922) Premi Nobel de literatura 1998, és un dels novel·listes més importants de la literatura contemporània. Edicions 62 li ha publicat Història del setge a Lisboa (1989), L’any de la mort de Ricardo Reis (1997), Tots els noms (1999), L’Evangeli segons Jesucrist (2000), La caverna (2001), Quaderns de Lanzarote II (2001), Assaig sobre la ceguesa (2002), L’home duplicat (2003) i Assaig sobre la lucidesa (2004). Altres títols importants de José Saramago: Manual de Pintura e Caligrafia (1977), Objecto Quase (1978), Memorial do Convento (1982) i A Jangada de Pedra (1986).

Estónia:

Pegasus (a publicar)

EUA:

Harcourt 2001 (Trad.: Amanda Hopkinson) (não ilustrada)

When José Saramago decided to write a book about Portugal, his only desire was that it be unlike all other books on the subject, and in this he has certainly succeeded. Recording the events and observations of a journey across the length and breadth of the country he loves dearly, Saramago brings Portugal to life as only a writer of his brilliance can. Forfeiting the usual sources such as tourist guides and road maps, he scours the country with the eyes and ears of an observer fascinated by the ancient myths and history of his people. Whether it be an inaccessible medieval fortress set on a cliff, a wayside chapel thick with cobwebs, or a grand mansion in the city, the extraordinary places of this land come alive. Always meticulously attentive to those elements of ancient Portugal that persist today, he examines the country in its current period of rapid transition and growth. Journey to Portugal is an ode to a country and its rich traditions.

PRAISE FOR JOURNEY TO PORTUGAL

“The personality that makes the book worth your while is that of Saramago, the unmistakable voice that hovers over his fictional world and now, over the real world of his native Portugal.”–The Seattle Times/Post Intelligencer

“In observances both wry and soulful, Saramago makes this travelogue a page-turner.”–Travel & Leisure

França:

Seuil 2003 (Trad.: Geneviève Leibrich) (não ilustrada)

Connaître un pays signifie comprendre son paysage, sa culture et le peuple qui l’habite. De Trás-os-Montes à l’Algarve, de Lisbonne à l’Alentejo, la sensibilité du voyageur, toujours attentif à ce que voient ses yeux, recueille les multiples impressions que lui offrent la nature, l’art, l’histoire et les hommes. Saramago est ici un découvreur émerveillé qui invite le lecteur à parcourir un Portugal multiple, baroque et mystérieux, sublimé par la magie de l’écriture.

Israel:

Hakibbutz (a publicar)

Itália:

Feltrinelli 2011 (Trad.: Rita Desti) (não ilustrada)

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“Questo Viaggio in Portogallo è una storia. Storia di un viaggiatore all’interno del viaggio da lui compiuto, storia di un viaggio che in se stesso ha trasportato un viaggiatore, storia di un viaggio e di un viaggiatore riuniti nella fusione ricercata di colui che vede e di quel che è visto… Prenda il lettore le pagine che seguono come sfida e invito. Faccia il proprio viaggio secondo un proprio progetto, presti minimo ascolto alla facilità degli itinerari comodi e frequentati, accetti di sbagliare strada e di tornare indietro, o, al contrario, perseveri fino a inventare inusuali vie d’uscita verso il mondo. Non potrà fare miglior viaggio.” La storia di un viaggio nell’affascinante terra portoghese si trasforma nello spunto per una riflessione sul viaggiare come esperienza fondamentale.

Bompiani 1996 (Trad.: Rita Desti) (não ilustrada)

“… Il viaggio non finisce mai. Solo i viaggiatori finiscono. E anche loro possono prolungarsi in memoria, in ricordo, innarrazione. Quando il viaggiatore si è seduto sulla sabbia della spiaggia e ha detto: “non c’è altro da vedere”, sapeva che non era vero. La fine di un viaggio è solo l’inizio di un altro. Bisogna vedere quel che non si è visto, vedere di nuovo quel che si è già visto, vedere in primavera quel che si era visto in estate, vedere di giorno quel che si è visto di notte, con il sole dove la prima volta piovera, vedere le messi verdi, il frutto maturo, la pietra che ha cambiato posto, l’ombra che non c’era. Bisogna ritornare sui passi già dati, per ripeterli, e per tracciarvi a fianco nuovi cammini. Bisogna ricominciare il viaggio. Sempre. Il viaggiatore ritorna subito.”

Einaudi 1999 (Trad.: Rita Desti) (não ilustrada)

Un Nobel per la Letteratura come compagno di viaggio.«Questo Viaggio in Portogallo è una storia. Storia di un viaggiatore all’interno del viaggio da lui compiuto, storia di un viaggio che in se stesso ha trasportato un viaggiatore, storia di un viaggio e di un viaggiatore riuniti nella fusione ricercata di colui che vede e di quel che è visto… Prenda il lettore le pagine che seguono come sfida e invito. Faccia il proprio viaggio secondo un proprio progetto, presti minimo ascolto alla facilità degli itinerari comodi e frequentati, accetti di sbagliare strada e di tornare indietro, o, al contrario, perseveri fino a inventare inusuali vie d’uscita verso il mondo. Non potrà fare miglior viaggio».

Edizione Euroclub Italia 1999 (não ilustrada)

México:

Alfaguara Un recorrido total por un país revelador. Saramago recorre las tierras peninsulares y ofrece al lector el auténtico rostro de una historia inagotable, desde Lisboa al Alentejo y desde Trás-os-Montes hasta el Algarve.

Noruega:

Cappelens

2001, 2002, 2013 (edição de bolso) (Trad.: Kjell Risvik) (não ilustrada)

“Det optimale burde jo være å ta denne boka med seg på en likedan biltur som den Saramago gjorde. Men å foreta denne reisen i sofakroken der hjemme, er heller ingen dårlig idé.”
Nøste Kendzior, Kulturnytt, NRK P2Mildt, kjærlig, kjent og ustoppelig nysgjerrig tar Portugals store romanforfatter leseren med på en reise utenom brosjyrene. Han presser sin gamle bil opp bakketopper til gåtefulle klostre og halvt nedraste borger, han finner kirketjeneren og får låst opp knirkende dører til ikke-berømte kirker.Reisen begynner i Spania, og han krysser grensen i nordøst, ved elven Duero, som straks skifter navn til Duoro. Det han ser gir ham et puslespill med utallige brikker, som til sammen skaper et myldrende bilde av Portugals geografi, historie og kultur, med minner om romere og maurere, almene og spesielle stilarter gjennom århundrer, om bosetning og håndverk, skikker hos fjellfolk og blant kystens fiskere.Utenfor Lisboa overveldes han nok en gang av Mafra, det enorme klosteret som er dreiepunktet i gjennombruddsromanen Klosterkrønike. Reisen ender ved Algarve-kysten, der turismen har satt sitt juglete preg på bebyggelse og språk (praia er blitt beach og småsjappene heter shop og boutique), men han lar ergrelsen svales ved å dra opp til Silves ruvende borg lenger inn i landet, der islam og kristendom møtes i ruiner av rød og gyllen stein.«Saramago er en av de store historiefortellere, “cronistas”, og for en som ønsker å kjenne et annet Portugal enn man møter i turistguidenes ferdigtygde boksemat, er dette sprutfrisk ferskvare fra en yrvåken og humørfylt vandringsmann.»
Karsten Alnæs, Dagbladet“Her er passasjer som vil få hjertet ditt til å stoppe.”
The New York Times Book Review

Reino Unido:

Harvill

2000, 2002 (Trad.: Amanda Hopkinson) (não ilustrada)

Roménia:

Polirom (a publicar)

Sérvia:

Laguna 2013 (Trad.: Tanja Štrbac) (não ilustrada)

Dobitnik Nobelove nagrade!Nezaboravno putovanje kroz predele, istoriju i kulturu Portugalije.

Putovanje nikada nema kraj. Samo putnici imaju kraj. A čak i oni mogu produžiti putovanje u sećanju, u pamćenju, u pripovedanju. Kada je putnik seo na pesak plaže i rekao: „Nema više šta da se vidi“, znao je da nije tako. Kraj jednog putovanja tek je početak drugog. Treba videti ono što niste prvi put videli, videti ponovo ono što ste već videli, videti u proleće ono što ste videli leti, videti noću ono što ste videli danju, biti na suncu onde gde je ranije pala kiša, videti useve kako bujaju, zreo plod, pomeren kamen, senku koja ne beše tamo prethodni put. Potrebno je vratiti se starim stopama da bismo ih ponovili, i da bismo ucrtali nove puteve pored njih. Potrebno je ponovo započeti putovanje. Uvek.

Ova knjiga nije običan turistički vodič ili bedeker koji se nosi pod rukom, nego mnogo više od toga. Na svom putovanju kroz Portugaliju, njene skrivene kutke i viševekovnu kulturu, Žoze Saramago je išao tamo gde se uvek ide, ali i tamo kuda se ne ide gotovo nikada. Putnik ističe da nije tu kako bi davao savete, premda svojih opservacija ima napretek. Istina je, istovremeno, da će čitalac ovde naći mnogo odabranih i istančanih opisa portugalskih krajolika, ljudi, umetničke baštine i istorije ove zemlje, što je istovremeno unutrašnje putovanje ovog velikog pisca kroz sopstveni doživljaj domovine svojih predaka i savremenika.

Jedinstveno izdanje u svetu koje, umesto predgovorom, započinje putopisnim zapisom iz Portugalije našeg nobelovca Ive Andrića.

„Putovanje kroz Portugaliju je oda zemlji i njenoj bogatoj tradiciji. Samo Portugalac može da napiše ovakvu knjigu, samo Saramago može da iznedri ovakav stil. Ova knjiga je odavanje počasti zadivljujućem predelu gde se završava more a počinje zemlja.“ Henri Šin, New Statesman

Turquia:

Kültür (a publicar)

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