José Saramago / La Obra / Bibliografía

Cuadernos de Lanzarote III

Cuadernos de Lanzarote III
1996

Escrever um diário é como olhar-se num espelho de confiança, adestrado a transformar em beleza a simples boa aparência ou, no pior dos casos, a tornar suportável a máxima fealdade. Ninguém escreve um diário para dizer quem é. Por outras palavras, um diário é um romance com uma só personagem. Por outras palavras ainda, e finais, a questão central sempre suscitada por este tipo de escritos é, assim creio, a da sinceridade

José Saramago

Tienda

Portugal

Cuadernos de Lanzarote III

Porto Editora

2017 (1a edición en Porto Editora; 4a edición)


Idioma
portugués

La caligrafía de la portada es del periodista José Carlos Vasconcelos.

El backstage de los premios literarios internacionales, la complicidad con amigos escritores como Jorge Amado, la lucha contra el oscurantismo político y religioso que condena sus obras como subversivas y blasfemas, los callejones sin salida íntimos del escritor en relación a su obra: todo esto está en sus páginas. .Diarios de José Saramago, el mayor autor portugués de la actualidad, escritos entre 1993 y 1995 en el tranquilo pueblo donde vive, en Lanzarote, una de las Islas Canarias, o en sus numerosos viajes por el mundo. Alternando la serenidad de quien ha vivido mucho con la indignación de quien no se cansa de luchar contra lo que cree que está mal, Saramago da en este libro un testimonio único de su compromiso con la literatura y la vida.

Cuadernos de Lanzarote III

Camino - Leya

1996, 3.a ed., 1998


Idioma
portugués

«”5 de Outubro””A comunicação social portuguesa, em particular imprensa e rádio, comportou-se uma vez mais com acendrado patriotismo, apregoando aos quatro ventos as qualidades que exornam aqueles a que chama, num rasgo verdadeiramente criativo, “nomeados” ou “candidatos” ao Prémio Nobel de Literatura. Está visto que até hoje nenhum escritor português conseguiu embolsar o famoso cheque e dependurar o colorido e dourado diploma na parede do seu escritório, a culpa tem-na a Academia Sueca, e duplamente a tem porque nem mostra conhecer a literatura que se fez e faz no nosso jardim à beira-mar plantado. (…) Desatentos, desagradecidos, os suecos vão dando o prémio a quem muito bem entendem, após lerem, ao longo de cada ano, atentamente, os jornais do país que já tinham na ideia contemplar. No ano passado (…) os académicos de Estocolmo não fizeram outra coisa (…) que ler jornais japoneses. De tudo isto há que retirar uma conclusão: escritores, temo-los (sem dúvida magníficos), literatura, temo-la (obviamente estupenda), a nossa pouca sorte é não ter ainda a comunicação social portuguesa encontrado a maneira de se fazer ouvir em Estocolmo.”» Este é um extracto do terceiro volume dos cadernos de Saramago.

Cuadernos de Lanzarote III

Camino - Leya

1996, 3.a ed., 1998


Idioma
portugués

«”5 de Outubro””A comunicação social portuguesa, em particular imprensa e rádio, comportou-se uma vez mais com acendrado patriotismo, apregoando aos quatro ventos as qualidades que exornam aqueles a que chama, num rasgo verdadeiramente criativo, “nomeados” ou “candidatos” ao Prémio Nobel de Literatura. Está visto que até hoje nenhum escritor português conseguiu embolsar o famoso cheque e dependurar o colorido e dourado diploma na parede do seu escritório, a culpa tem-na a Academia Sueca, e duplamente a tem porque nem mostra conhecer a literatura que se fez e faz no nosso jardim à beira-mar plantado. (…) Desatentos, desagradecidos, os suecos vão dando o prémio a quem muito bem entendem, após lerem, ao longo de cada ano, atentamente, os jornais do país que já tinham na ideia contemplar. No ano passado (…) os académicos de Estocolmo não fizeram outra coisa (…) que ler jornais japoneses. De tudo isto há que retirar uma conclusão: escritores, temo-los (sem dúvida magníficos), literatura, temo-la (obviamente estupenda), a nossa pouca sorte é não ter ainda a comunicação social portuguesa encontrado a maneira de se fazer ouvir em Estocolmo.”» Este é um extracto do terceiro volume dos cadernos de Saramago.

Brasil

Cuadernos de Lanzarote III

Compañía de Letras

2023 (incluído na obra Cadernos de Lanzarote com escritos dos anos 1993, 1994 e 1995)


Idioma
portugués

A caligrafia da capa é da autoria da escritora Leyla Perrone-Moisés.

O grande narrador português abre seus diários e oferece um verdadeiro banquete de reflexões e desabafos sobre temas os mais variados, tratados com franqueza, bom humor e muita inteligência.

Cuadernos de Lanzarote III

Compañía de Letras

1997(incluído na obra Cadernos de Lanzarote com escritos dos anos 1993, 1994 e 1995)


Idioma
portugués

Os bastidores dos prêmios literários internacionais, a cumplicidade com amigos escritores como Jorge Amado, a luta contra o obscurantismo político e religioso que condena suas obras como subversivas e blasfemas, os impasses íntimos do escritor diante de seu trabalho: tudo isso está nas páginas destes diários de José Saramago, o maior autor português da atualidade, escritos entre 1993 e 1995 na pacata aldeia onde vive, em Lanzarote, uma das ilhas Canárias, ou em suas inúmeras viagens pelo mundo. Alternando a serenidade de quem já viveu muito com a indignação de quem não se cansa de lutar contra o que julga estar errado, Saramago dá neste livro um testemunho único de entrega à literatura e à vida.

Cuadernos de Lanzarote III

Compañía de Letras

1997(incluído na obra Cadernos de Lanzarote com escritos dos anos 1993, 1994 e 1995)


Idioma
portugués

Os bastidores dos prêmios literários internacionais, a cumplicidade com amigos escritores como Jorge Amado, a luta contra o obscurantismo político e religioso que condena suas obras como subversivas e blasfemas, os impasses íntimos do escritor diante de seu trabalho: tudo isso está nas páginas destes diários de José Saramago, o maior autor português da atualidade, escritos entre 1993 e 1995 na pacata aldeia onde vive, em Lanzarote, uma das ilhas Canárias, ou em suas inúmeras viagens pelo mundo. Alternando a serenidade de quem já viveu muito com a indignação de quem não se cansa de lutar contra o que julga estar errado, Saramago dá neste livro um testemunho único de entrega à literatura e à vida.

España

Cuadernos de Lanzarote III

Alfaguara

2011 (Colecção Biblioteca Saramago) (Trad.: Eduardo Naval)(incluído na obra Cuadernos de Lanzarote (1993-1995))


Idioma
Español

José Saramago nos revela en estas páginas su día a día en Lanzarote, adonde trasladó su residencia en 1993. Lo acompaña de preguntas y respuestas, de opiniones certeras y radiantes acerca de lo más cercano y lo más general, de comentarios sobre amigos y sobre el mundo que le ha tocado, que nos ha tocado, vivir.

Cuadernos de Lanzarote III

Alfaguara

2001 (Trad.: Eduardo Naval)(incluído na obra Cuadernos de Lanzarote (1993-1995))


Idioma
Español

José Saramago nos revela en estas páginas su día a día en Lanzarote, adonde trasladó su residencia en 1993. Lo acompaña de preguntas y respuestas, de opiniones certeras y radiantes acerca de lo más cercano y lo más general, de comentarios sobre amigos y sobre el mundo que le ha tocado, que nos ha tocado, vivir.

Cuadernos de Lanzarote III

Alfaguara

1997 (Trad.: Eduardo Naval)(incluído na obra Cuadernos de Lanzarote (1993-1995))


Idioma
Español

José Saramago nos revela en estas páginas su día a día en Lanzarote, adonde trasladó su residencia en 1993. Lo acompaña de preguntas y respuestas, de opiniones certeras y radiantes acerca de lo más cercano y lo más general, de comentarios sobre amigos y sobre el mundo que le ha tocado, que nos ha tocado, vivir.

Italia

Cuadernos de Lanzarote III

Feltrinelli

2022 (Trad.: Rita Desti)(incluído na obra Quaderni di Lanzarote; Selecçao de textos)


Idioma
italiano

“La riverenza e la deferenza sono virtù perverse che facilmente possono convertirsi in soggezione e umiliazione”

Per le furibonde polemiche suscitate dalla pubblicazione del suo libro Il Vangelo secondo Gesù Cristo apparso nel 1991, José Saramago decise di trasferirsi, in una sorta di autoesilio, dal Portogallo a Lanzarote, nelle Canarie. Qui il grande scrittore lusitano comincia a tenere negli anni tra il 1993 e il 1997 una sorta di diario quotidiano, che andrà a confluire nei Quaderni di Lanzarote. Lettere indirizzate alla moglie Pilar, agli amici più stretti e agli scrittori incontrati nel corso di una vita letteraria, che hanno la forza di disegnare un vero e proprio universo sentimentale, dove traspare la sua vena più personale e riservata. Sono anni importanti nella sua evoluzione perché precedono di pochissimo l’attribuzione al suo lavoro del Premio Nobel (che avverrà nel 1998). Accanto alla presenza della moglie Pilar, trovano quindi spazio molte riflessioni sulla scrittura, senza certo dimenticare la bellezza del paesaggio, dell’isola di Lanzarote e delle Canarie. Una magica cornice per uno dei più grandi scrittori del secondo dopoguerra.

Cuadernos de Lanzarote III

Einaudi

2010; 2011 (Trad.: Rita Desti)(incluído na obra Quaderni di Lanzarote; Selecçao de textos)


Idioma
italiano

«Scrivere un diario è come guardarsi in uno specchio di fiducia, addestrato a trasformare in belezza il semplice bell’aspetto o, nel peggiore dei casi, a rendere sopportabile la bruttezza massima. Nessuno scrive un diario per dire chi è. In altre parole, un diario è un romanzo con un personaggio solo».

Questa edizione è una scelta tra le pagine pubblicate nei Cadernos de Lanzarote tra il 1994 e il 1998. L’ultimo romanzo di José Saramago (Azinhaga, 1992) pubblicato da Einaudi è Il viaggio dell’elefante.

Cuadernos de Lanzarote III

Einaudi

2010; 2011 (Trad.: Rita Desti)(incluído na obra Quaderni di Lanzarote; Selecçao de textos)


Idioma
italiano

«Scrivere un diario è come guardarsi in uno specchio di fiducia, addestrato a trasformare in belezza il semplice bell’aspetto o, nel peggiore dei casi, a rendere sopportabile la bruttezza massima. Nessuno scrive un diario per dire chi è. In altre parole, un diario è un romanzo con un personaggio solo».

Questa edizione è una scelta tra le pagine pubblicate nei Cadernos de Lanzarote tra il 1994 e il 1998. L’ultimo romanzo di José Saramago (Azinhaga, 1992) pubblicato da Einaudi è Il viaggio dell’elefante.

México

Cuadernos de Lanzarote III

Alfaguara

(incluído na obra Cuadernos de Lanzarote (1993-1995))


Idioma
Español

Un itinerario vital y artístico que documenta el pasado con la misma fuerza y humanidad con que refleja el presente, para asomarse a lo próximo. Un nuevo interrogante sobre la obstinación de la vida, que conjura la indiferencia y el tedio del no ser.