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Palavras de Saramago


Gabo

Quinta-feira, 17.04.14

Os escritores dividem-se (imaginando que aceitem ser assim divididos…) em dois grupos: o mais reduzido, daqueles que foram capazes de rasgar à literatura novos caminhos, o mais numeroso, o dos que vão atrás e se servem desses caminhos para a sua própria viagem. É assim desde o princípio do planeta e a (legítima?) vaidade dos autores nada pode contra as claridades da evidência. Gabriel García Márquez usou o seu engenho para abrir e consolidar a estrada do depois mal chamado “realismo mágico” por onde logo avançaram multidões de seguidores e, como sempre acontece, os detractores de turno. O primeiro livro seu que me veio às mãos foi Cem Anos de Solidão e o choque que me causou foi tal que tive de parar de ler ao fim de cinquenta páginas. Necessitava pôr alguma ordem na cabeça, alguma disciplina no coração, e, sobretudo, aprender a manejar a bússola com que tinha a esperança de orientar-me nas veredas do mundo novo que se apresentava aos meus olhos. Na minha vida de leitor foram pouquíssimas as ocasiões em que uma experiência como esta se produziu. Se a palavra traumatismo pudesse ter um significado positivo, de bom grado a aplicaria ao caso. Mas, já que foi escrita, aí a deixo ficar. Espero que se entenda.

José Saramago

--

Ler Blimunda dedicada a Gabriel García Márquez

Recomendamos:
Página do FNPI (Fundação Gabriel García Márquez para el Nuevo Periodismo Iberoamericano) especial para Gabo:
http://graciasgabo.fnpi.org/

Bonita homenagem que a secção de Cultura do jornal Estado de São Paulo fez a Gabo:

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publicado por Fundação Saramago às 21:31

Trigo Limpo teatro ACERT levará A Viagem do Elefante para mais 13 localidades portuguesas

Terça-feira, 15.04.14

(foto Miguel Gonçalves Mendes)

O elefante articulado de seis metros de altura construído pelo Trigo Limpo teatro ACERT para A Viagem do Elefante, espetáculo baseado no conto homónimo de José Saramago, continuará a sua viagem. Depois de percorrer oito cidades da Península no ano passado, a companhia já tem agendada apresentações em outras 13 localidades portuguesas para os próximos meses.

A primeira paragem de Salomão será em Viseu, no dia 24 de maio, e o Trigo Limpo já está a recrutar participantes para a encenação - além dos atores profissionais, em cada espetáculo da Viagem do Elefante participam moradores da localidade. 

O calendário do espetáculo é:

 

Maio

20 a 24 Viseu

Junho

3 a 7 - Penalva do Castelo

10 a 14 – Nelas

17 a 21  Oliveira de Frades

24 a 28 – Vouzela

Julho

8 a 12 - Aguiar da Beira

22 a 26 – Vila Nova de Paiva Agosto

12 a 16 - Sátão

19 a 23 – Santa Comba

Dão 26 a 30 – Castro Daire

Setembro

2 a 6 – Carregal do Sal

9 a 13 – Mangualde

16 a 20 – S. Pedro do Sul

 

Até o dia 17 de abril a Fundação José Saramago acolhe uma exposição fotógrafica de Ricardo Chaves com imagens da turné do ano passado da Viagem do Elefante.


Para mais informações sobre o espetáculo visite: http://www.acert.pt/aviagemdoelefante/

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publicado por Fundação Saramago às 16:18

José Saramago dá nome a novo avião da TAP

Segunda-feira, 14.04.14

Há alguns anos, à partida para (mais) uma viagem de avião, e diante do painel de azulejos dedicado a Bartolomeu de Gusmão, que acolhe os passageiros no Aeroporto da Portela, alguém disse a José Saramago que seria extraordinário se um avião recebesse o nome de Blimunda, a mulher que via por dentro das pessoas e recolhia vontades para que a passarola chegasse a levantar voo.

O sorriso de José Saramago foi a forma de manifestar o seu agrado perante tal inaudita ideia.

Agora, por iniciativa da TAP, não será o nome de Blimunda a cruzar os céus, mas o do próprio Escritor, Prémio Nobel de Literatura. Trata-se de um Airbus A320, com a matrícula CS – TNW, que entra ao serviço da companhia este Verão e é um dos novos aviões que reforçam a frota da TAP este ano, permitindo-lhe expandir a sua Rede de operações a 11 novos destinos em 2014. “A atribuição do nome de “José Saramago” a um dos aviões da nossa frota é uma enorme honra para a companhia aérea portuguesa, que, deste modo, homenageia simbolicamente um dos maiores expoentes da língua Portuguesa, evocando o Nobel pelos céus do mundo e levando, nas suas asas, o nome de José Saramago a dezenas de cidades na Europa e em África”, afirmou Luiz da Gama Mór, Administrador-Executivo da TAP.

Assinalando a entrada da aeronave em serviço, nos meses de Junho, Julho e Agosto, será exibido a bordo da frota de longo curso da companhia o filme José Saramago, o tempo de uma memória, da realizadora Carmen Castillo, celebrando desta forma a atribuição do nome de José Saramago a este novo avião da TAP.

Boa viagem!

 

Na imprensa:

TAP deu o nome de José Saramago a novo avião

(Público)
Novo avião da TAP baptizado de José Saramago

(Económico)

José Saramago vai dar nome a um novo avião da TAP

(Sol)

Novo avião da TAP chama-se José Saramago 

(Correio da Manhã)
José Saramago dá nome a avião da TAP

(Ionline)

Portugese airplane named after Nobel-winning writer Jose Saramago 
(New Straits Times)

José Saramago vai dar nome a novo avião da frota da TAP 
(Lux.pt)

Novo avião da TAP chama-se 'José Saramago' e inicia voos no verão
(Notícias ao Minuto)
TAP dá nome de José Saramago ao novo Airbus A320
(Sic)

José Saramago vai dar nome a um novo avião da frota da TAP 
(RTP)

Saramago vai dar nome a um novo avião da TAP
(Diário de Notícias)

A companhia aérea TAP batiza um dos seus aviões com o nome de José Saramago
(EFE)

Saramago, o avião

(TSF, Bruno Nogueira)

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publicado por Fundação Saramago às 12:01

Exposição fotográfica sobre Saramago pode ser vista em Lanzarote até o dia 14 de maio

Sexta-feira, 11.04.14

(O fotógrafo João Francisco Vilhena na inauguração da exposição)


A Sala de Exposições Charco de San Ginés, em Arrecife, um dos lugares mais visitados de Lanzarote, recebe até o dia 14 de maio a exposição “Lanzarote, a janela de Saramago” do fotografo português João Francisco Vilhena.

Ontem, por volta das 21h, o prefeito de Arrecife, Manuel Fajardo, declarou aberta a exposição. Antes, ele agradeceu ao fotógrafo João Francisco Vilhena por seu projeto e disse que Saramago, assim como o César Manrique, foram figuras que contribuíram muito para o enriquecimento da ilha.

Vilhena, que antecedeu a Fajardo nos discursos, declarou-se um apaixonado mais por Lanzarote. “Sempre tive uma tração pelas ilhas, e já imaginei um mundo feito só de ilhas, cuja capital seria Lanzarote”, disse o fotógrafo, e acrescentou: “É maravilhoso pensar que uma pessoa seja capaz de juntar-nos para um projeto desse. Só uma figura da grandeza de Saramago possibilita isso”.

María del Río, subdiretora da Casa Museu José Saramago, agradeceu aos envolvidos pelo esforço de trazer a exposição à ilha do escritor e explicou que Pilar del Río, a presidenta da Fundação José Saramago, estará presente no encerramento da exposição. Foi lido um texto de Pilar em que ela diz que as fotos de João Francisco Vilhena são capazes de retratar, ao mesmo tempo, o “empenho de uma vida e o tamanho da ausência”.

Aberta a exposição, serviu-se um vinho local aos presentes e o fotógrafo percorreu com as autoridades, entre elas o presidente do Cabildo, Pedro San Ginés, a sala. A exposição composta por 29 imagens, uma projeção de vídeo e frases de Saramago pode ser vista em Arrecife até o dia 14 de maio. A seguir, será levada a Matosinhos e Lisboa (em maio), e a Barcelona, no mês de junho.

No dia 10 do próximo mês João Francisco Vilhena apresenta no Lev (Literatura em Viagem), em Matosinhos, seu livro Lanzarote, a janela de Saramago.

 

Mais sobre a exposição:
Galeria de fotos


Exposición muestra cómo Lanzarote transformó a Saramago
(El Confidencial/EFE)

Un fotógrafo portugués expone en Arrecife
(La Voz de Lanzarote)

 Saramago regresa a la tierra quemada
(La Província)

Una exposición fotográfica muestra como Lanzarote transformó Saramago
(El Día.es)

 Lanzarote, la ventana de Saramago
(Onda Yaiza)

 Exposição mostra fotos de José Saramago como Nobel
(Diário de Notícias)
 (Porto Canal) 

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publicado por Fundação Saramago às 11:16

A Viagem do Elefante na coleção 1+1=1 da Vista Alegre

Quinta-feira, 10.04.14

No próximo dia 15 de abril, às 18h30, a loja da Vista Alegre Atlantis no Chiado será palco da apresentação da peça A Viagem do Elefante, recriação de autoria de David de Almeida do livro de José Saramago, naquele que é o 5.º lançamento da Coleção 1+1=1, que celebra a obra de criadores consagrados. 

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publicado por Fundação Saramago às 15:00

Ensaio sobre a Cegueira e Ensaio sobre a Lucidez apresentados em Pequim

Quinta-feira, 10.04.14

No dia 11 de março, o Instituto Cervantes de Pequim recebeu a sessão de apresentação de duas novas publicações de autoria de José Saramago na China. O relato da sessão chega-nos através da Rádio Internacional da China:

"O grande escritor português, José Saramago, reestreia no palco literário da China com a publicação de versões chinesas de duas de suas obras: o Ensaio sobre a Cegueira e Ensaio sobre a Lucidez. O primeiro foi republicado e, o outro, editado agora pela primeira vez. Ambos foram traduzidos pelo sr. Fan Weixin, condecorado pelo ex-presidente português, Jorge Sampaio, em 1997.

Na cerimônia de lançamento, realizada em 11 de março no Instituto Cervantes, em Beijing, foram convidados o escritor titulado com o Prêmio Man Booker Internacional, Yan Lianke, o comentarista literário, Zhi'an e a jovem escritora, Ren Xiaowen, que compartilharam com dezenas de leitores chineses seus próprios entendimentos e sentimentos sobre as obras do mestre, assim como o valor da essência das obras de José Saramago.

Ensaio sobre a Cegueira é uma das obras mais bem conceituadas de José Saramago e o tornou o único escritor do mundo lusófono a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Já incluída na lista dos "Cem Melhores Livros de Todos os Tempos", do Instituto Nobel, esta obra conta uma história de ficção. Na situação imaginária criada por Saramago, uma cidade inteira sofre uma epidemia de cegueira. Com o alastramento da doença, cada vez mais pessoas são contagiadas, passando a ter o escuro absoluto como companhia diuturna. Em consequência, a sociedade local cai no caos completo. As pessoas perdem dignidade e civilidade, passando a viver como animais. Num ambiente extremo, a natureza humana é questionada em seus mais primordiais referenciais, expondo animalescos desejos, que escaparam aos atentos olhos da vigilância social.

O escritor Yan Lianke leu o Ensaio sobre a Cegueira há 18 anos. Para ele, que leu a obra em uma sentada, o romance não ofereceu enredo complicado, mas causou-lhe indelével impacto. Segundo Yan, a grandeza de José Saramago reside no fato de que este deu vida e voz a uma ideia inusitada e até absurda, a de que os seres humanos retornam ao seu status original, revelando beleza e fealdade na conduta de pessoas, através da exposição constrangedora de peculiaridades que somente a miséria moral e socioemocional poderia oferecer.

Para os livros alegóricos, é mais cômodo e até mais fácil elaborar sátira afiada, mas o difícil é provocar emoções. Comparado com o La Peste, do escritor francês Albert Camus e 1984, do britânico George Orwell, Ensaio sobre a Cegueira consegue integrar, em si, dois aspectos: acionar o alarme da consciência e, ao mesmo tempo, comover a todos. "Neste sentido, José Saramago até supera George Orwell e Albert Camus", concluiu Yan Lianke.

O erudito Zhi'an comparou Ensaio sobre a Cegueira com o livro bíblico Gênesis, considerando que este é uma epopeia da civilização humana e, aquele, uma retrospectiva do processo de civilização humana.

Devido ao toque épico que enseja, muitos leitores comparam a obra de José Saramago a Cien Anõs de Soledad, de autoria de Gabriel Garcia Marquez, que atualmente desfruta de significativa repercussão na China. Quanto a essa comparação, Zhi'an opinou: "Marquez descreveu apenas a história de centenas de anos da América Latina mas, Saramago, todo o espectro da humanidade".

Outra característica de José Saramago é sua grande capacidade de combinar a rica imaginação e as experiências da vida, o que faz com que os seus leitores mergulhem em uma realidade absurda, sem estranheza. Como contou ele próprio, tudo o que aconteceu nesta obra pode encontrar-se na realidade. A alquimia entre o surrealismo e o realismo definiu a posição de José Saramago como grande mestre literário. Com perspicácia singular e penetrante, ele consegue pensar em coisas que outros não imaginaram, e descobrir o que outros não veem.

"Parece que havia um feixe de luz na mente de José Saramago, que iluminou todos os cantos sem perder nenhum pormenor", disse Zhi'an.

Para Yan Lianke, os grandes escritores "têm que ser uma pedra de tropeço para o progresso de outros escritores". E José Saramago é exatamente essa "pedra" para os escritores chineses. Após ler o Ensaio sobre a Lucidez, Yan Lianke repensou a literatura chinesa. Este romance conta uma farsa de sufrágio realizada na cidade, quatro anos depois de vencida a epidemia de cegueira, denunciando de forma profunda as contradições da democracia e da liberdade na sociedade humana. Da criação literária, à maneira de narrar, o português deu uma lição. Ao fazer uma introspecção sobre a literatura nacional, Yan Lianke falou: "Costumamos evitar a política e evitar os temas como democracia e liberdade. Para nós, uma obra literária tem de evitar a política. O Ensaio sobre a Lucidez prova exatamente que a política também pode ser um dos temas na criação literária."

Em 2014, serão traduzidas e publicadas na China mais obras de José Saramago, a saber, Memorial do Convento, História do Cerco de Lisboa, O Homem Duplicado e As Pequenas Memórias."

Notícia publicada na Rádio Internacional da China

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publicado por Fundação Saramago às 13:35





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