Morreu Carlos Fuentes. Era um mestre, é um mestre
Morreu um dos grandes, morreu um dos grandes amigos de José Saramago.
O sorriso de Carlos Fuentes, o seu saber estar, o seu sentido de humor, a sua elegância. Tudo isto faz com que se sinta já a nostalgia pelo seu desaparecimento. A sua generosidade fez com que milhares de leitores nos aproximássemos do México e da sua enorme literatura. Homens assim são imprescindíveis. A dor da morte de Fuentes sente-se já no México: há homens que constroem, ele foi um deles, a palavra certa, a análise lúcida. Carlos Fuentes cruza agora ruas d'A Região mais transparente. Ainda de que sem vida tem direito à intimidade. Amanhã poderemos despedir-nos dele.
Pilar del Río
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Era autor de mais de 20 romances e contava com o Prémio Cervantes (1987) e o Príncipe de Astúrias (1994). Escreveu obras como 'La región más transparente', 'La muerte de Artemio Cruz', 'Cambio de piel' ou 'Terra nostra'. O velório será privado, em sua casa. Amanhã, às 13.00 (hora de México) será trasladado para o Palácio de Belas Artes, a instituição cultural mais emblemática do país
O escritor Carlos Fuentes morreu aos 83 anos no México, onde estava internado no hospital de los Angeles del Peregal, confirmou o Ministério da Cultura mexicano- Nascido na cidade do Panamá em 1928, Fuentes publicou mais de 20 romances e foi galardoado com o Prémio Cervantes (1987) e com o Prémio Príncipe das Astúrias (1994). Embora fosse repetidamente citado como candidato ao Nobel da Literatura, não chegou a ganhá-lo. Fuentes era uma das figuras cimeiras da literatura de língua castelhana e entre as obras que deixou figuram "Adão no Éden", publicado em Portugal em 2012 pela Porto Editora, uma metáfora violenta e irónica de uma sociedade que se (des)estrutura em torno do tráfico de droga e da corrupção. "O Velho Gringo", "Cristóvão Nonato", "A Laranjeira", "Constância e outras novelas para virgens", "Aura", "Os anos com Laura Díaz", "A Morte de Artémio Cruz", "A Região mais transparente" e a autobigráfica "Aquilo em que acredito" são algumas das obras que deixou. Dele disse o escritor colombiano Gabriel García Márquez: "A sua fé no destino redentor das letras não tem limites". Era um escritor comprometido com o seu tempo e manteve até ao fim uma intervenção empenhada, patente nos artigos que publicava no jornal espanhol El Pais. Assim começava o último artigo que publicou nesse diário, a 3 de abril de 2012, intitulado "Puerto Rico en Veracruz": "Hay libros que merecen —que reclaman— una segunda lectura. Yo había leído La guerra y la paz de Tolstoi a los 21 años. Veinte más tarde, la novela me pidió que la re-leyese. Busqué una manera de volver a las 1.500 páginas del libro sin interrupciones. Telefonemas, citas para comer, cartas, diálogos, etc. Lo mejor era embarcarse para un largo viaje de alta mar sin más compañía que Tolstoi."
Fonte: El País
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http://cultura.elpais.com/cultura/2012/0
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<p>http://www.prensaescrita.com/adiario.php?c
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http://cultura.elpais.com/cultura/2012/0
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http://www.guardian.co.uk/books/2012/may/1
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http://cultura.elpais.com/cultura/2012/0
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http://www.laprovincia.es/sociedad/2012/0
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http://cultura.elpais.com/cultura/2012/0
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Prémio Príncipe das Astúrias de Ciências Sociais para filósofa Martha Nussbaum
Com um trabalho dedicado à filosofia do Direito, à ética aplicada e ao estudo das emoções, Nussbaum ultrapassou os outros finalistas, o sociólogo catalão Manuel Castells e demógrafo italiano Massimo Livi-Bacci, entre 27 candidatos de 14 países.
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Jake Gyllenhaal será "O Homem Duplicado" em cinema
A obra foi adaptada ao cinema por Javier Gullón e o realizador Denis Villeneuve disse que será um "thriller erótico existencial".
Gyllenhall será Adam (no romance, Tertuliano Máximo Afonso), um professor de História que vive com a namorada (Melanie Laurent), e será também o seu próprio "duplicado" (casado no filme com Sarah Gadon). O professor, intrigado com a descoberta de um duplo, enreda-se numa perseguição que conduzirá ao entrelaçar perigoso das vidas dos dois casais.
As filmagens começam a 22 de maio em Toronto e o filme deverá ser distribuído em 2013.
O filme é uma coprodução canadiana e espanhola, e o produtor canadiano Niv Fichman já afirmou: "Se alguma vez existiu uma equipa de sonho para fazer um filme, é esta. Tem um elenco cheio de estrelas com uma fantástica equipa de produção, dirigida por um dos mais intrigantes realizadores do mundo". O representante da distribuidora Pathé comentou: "À primeira vista, o argumento brilhante de Javier é um thriller puro e simples. Mas à medida que se vão tirando as camadas, torna-se uma história muito sofisticada e que dá muito que pensar."
"O homem duplicado" chegou às bancas em 2002, com chancela da Editorial Caminho.
Da extensa obra de José Saramago, já foram adaptados para cinema "Jangada de Pedra" (2002), "A Maior Flor do Mundo" (2007), "Ensaio sobre a Cegueira" ("Blindness") e o conto "Embargo", José Saramago.
O realizador canadiano Denis Villeneuve, teve uma nomeação Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2011 por "Incendies".
Recorde-se que "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" será adaptado ao cinema pelas mãos do português Miguel Gonçalves Mendes, realizador de "José e Pilar".
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Constituição de Cádis comemorada em Lisboa
¡Viva la Pepa! foi o grito lançado em 19 de março de 1812 (dia de São José) proclamando a adesão à Constituição de Cádis (popularmente conhecida como La Pepa), um diploma marcadamente liberal. Assumido e disseminado em circunstâncias particularmente difíceis, este grito foi talvez o primeiro slogan político da época contemporânea.
A primeira parte do colóquio decorre no Instituto Cervantes, com início às 9h30, e conta com a participação de José María Valenzuela, Diretor do Instituto Cervantes em Portugal, Manuela Júdice, Secretária-Geral da Casa da América Latina, Pedro Cardim, membro da direção do Centro de História de Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa e Eduardo Junco, Embaixador de Espanha em Portugal. O historiador Fernando Garzía de Cortázar dará uma conferência intitulada "La nación levantó el vuelo" e depois haverá uma mesa-redonda sobre a Constituição de 1812 e a sua influência na Península Ibérica e na América, moderada por José Damião Rodrigues, da Universidade dos Açores e Centro de História de Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa.
Participam na mesa redonda Francisco Villacorta, do Instituto de História do Centro de Ciências Humanas e Sociais – Conselho Superior de Investigações Científicas, Ana Cristina Nogueira da Silva, da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, Carlos Garriga, da Universidade do País Basco, e Andréa Slemian, da Universidade Federal de São Paulo
A partir das 18h00, a Assembleia da República acolhe os participantes no colóquio, numa sessão que terá a participação do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, do seu homólogo espanhol, José Maria Lassalle, do deputado Alberto Martins, presidente da Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, e de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e da Casa da América Latina. Uma mesa-redonda moderada por José Pacheco Pereira reunirá Pedro Ramón Gómez de la Serna, deputado do PP ao Congresso Espanhol, Juan Moscoso, deputado do PSOE ao Congresso Espanhol, Jorge Miranda, constitucionalista e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, e Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS à Assembleia da República.
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Feira do Livro em Espanhol de Los Angeles encerrou com grande êxito
Entre os livros apresentados, destacou-se "Clarabóia" de José Saramago por Pilar del Río, na companhia da diretora da Feira, Marisol Schulz. Na sessão, muito concorrida, Pilar afirmou que a leitura deste livro "permite aos leitores conhecer o escritor na sua totalidade, pois apesar de ser a primeira narrativa concentra os interesses e as ideias que marcaram a sua obra. Aí vemos como começou a falar da cegueira, da lucidez, do valor de dizer não e de não aceitar as coisas. Assistir às óperas no S. Carlos a partir do galinheiro forjou-o como escritor. Ele dizia que era essa a perspectiva que lhe interessava, porque a outra é a óbvia. Quando ele olha através de Clarabóia, não descreve o que vê, porque isso seria jornalismo, mas tenta chegar ao fundo das almas das pessoas que vivem nesse microcosmos, com todas as suas contradições a as suas ansiedades.
Duzentos autores de perto de 200 editoras estiveram presentes nesta Feira do Livro, que atesta a crescente importância do papel dos latinoamericanos nos Estados Unidos. Uma das iniciativas mais curiosas foi um concurso de cartas em espanhol, destinado a mães e avós, chamado "Mi idioma, tu herencia", através da qual se pretendia valorizar o papel da língua espanhola no quadro cultural dos EUA.
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Eduardo Lourenço recebe o Prémio Pessoa
O pensador Eduardo Lourenço, de 88 anos, recebe a 14 de maio o Prémio Pessoa 2011, no ano em que o galardão marca 25 anos de existência.
Quando, em dezembro, soube que este prémio lhe fora atribuído, Lourenço ficou surpreendido, uma vez que pensava que já tinha passado a idade de tal lhe acontecer. Na altura, deisse em entrevista ao Expresso: "A Humanidade tem muitas maneiras de se definir. Ninguém pode viver sem esperança. A esperança é uma componente do que é cada ser humano.
Sempre tivemos uma visão muito eurocêntrica, mas agora estamos a entrar num pessimismo em relação à Europa. É a famosa crise.
Todo o discurso, na componente económica ou financeira, é da ordem do apocalíptico. Estamos à beira do abismo. É verdade que a situação não é boa, mas este continente ainda hoje é o de maior bem-estar em todo o globo.
Não há razão para que os europeus desatem a autoflagelar-se."
Nascido em São Pedro de Rio Seco, Almeida, em 1923, Eduardo Lourenço, licenciado pela Universidade de Coimbra em Histórico-Filosóficas, saiu de Portugal em 1854, e acabou por instalar-se em França, onde ainda hoje mantém residência. Ensinou em universidades de varios países - Alemanha, Brasil, França e Portugal - e jubilou-se em 1988 na Universdade de Nice. É administrador não executivo da Fundação Gulbenkian.
A sua vasta obra, que está a ser publicada em versão completa e definitiva, contém uma reflexão profunda sobre Portugal e a Europa , com atenção particular à literatura, à música e à história.
(Foto de Eduardo Lourenço com José Saramago na Europália)





