Último Caderno de Lanzarote (2018)

Último Caderno de Lanzarote (2018)

Livro de crónicas escrito em 1998, ano de atribuição do Prémio Nobel de Literatura, e publicado postumamente em 2018.

Portugal:

Porto Editora

2018

Disponível em formato e-book

A 8 de outubro de 1998 soubemos que José Saramago era o vencedor do Prémio Nobel de Literatura. A 8 de outubro de 2018 celebramos essa data com a publicação de um inesperado inédito do escritor, o sexto e derradeiro volume dos seus diários, Último Caderno de Lanzarote.

«Duas razões me levaram, mais ou menos conscientemente, a escrever um diário: em primeiro lugar, a circunstância de ter saído do meu país para viver nesta ilha distante; em segundo lugar, a necessidade, que nunca experimentara antes, de “reter” o tempo, de o obrigar, por assim dizer, a deixar o maior número possível de sinais da sua passagem. Cadernos de Lanzarote é como uma longa carta enviada àqueles que ficaram no outro lado, mas é também um modo (vão, inútil, quem sabe mesmo se desesperado…) de fingir prolongar a vida por uma obstinada “escrituração” dos dias. Os Cadernos não são um laboratório, embora não faltem neles reflexões sobre o “fazer” literário; não são um registo dos casos do mundo, embora abundem os comentários sobre a atualidade; não são uma coleção de dados para uma futura biografia, embora vão dizendo o que faço e o que penso. Como todo o diário (como toda a escrita), os Cadernos de Lanzarote são um exercício narcisista, mas, contra o que geralmente se crê, Narciso nem sempre gosta do que vê no espelho em que se contempla…»

Edições estrangeiras:
Brasil:

Companhia das Letras 2018

Caixa especial reúne o diário inédito de José Saramago, escrito durante o ano em que receberia o Nobel de literatura, 1998, e o livro do jornalista Ricardo Viel sobre a recepção do prêmio em Portugal e no mundo.

No início de 2018, oito anos depois da morte de José Saramago, foram encontrados em seu antigo computador os escritos inéditos do emblemático ano de 1998, quando o grande escritor português recebeu o prêmio Nobel de literatura, algo que mudaria sua vida de modo drástico. O Último caderno de Lanzarote é uma espécie de diário do escritor, o sexto e último volume de cadernos que ele manteve enquanto vivia na ilha espanhola. Com um tom informal, ele comenta e reflete sobre seu cotidiano ao longo do ano, que culminou, em outubro, com o recebimento do mais prestigioso prêmio do mundo literário.

Já o volume Um país levantado em alegria refaz o caminho da notícia do primeiro prêmio Nobel de literatura para um autor de língua portuguesa, revelando episódios desconhecidos, apresentando as mensagens recebidas por José Saramago e celebrando, vinte anos depois, um prêmio que foi intensamente comemorado no mundo inteiro.

“Ricardo Viel sabe usar ciência e serenidade para contar aqueles dias cheios. Assim, constrói um trabalho de referência acerca desse incrível presente, desse final de 1998.” — José Luís Peixoto

Espanha:

Alfaguara / Penguin Random House 2018 (Trad.: Antonio Sáez Delgado)

imagem_e_bookDisponível em formato e-book

«Eran días de hace veinte años, eran días de hoy. El autor diciéndose de nuevo en Lanzarote, las palabras saliendo a borbotones, mes a mes, un año entero, ese año.»
Pilar del Río

Fruto de un hallazgo fortuito en el archivo de José Saramago, este libro es el último de los diarios personales que el escritor portugués dejó escrito y que se quedó, como declara el propio autor, «agarrado al disco duro del ordenador.»

En sus páginas, que recorren día a día la vida de José Saramago durante 1998, hay apuntes personales, sí, pero sobre todo hay reflexiones e ideas sobre su postura cultural y ética. Ahí radica, sin duda, su excepcionalidad: en ellas el lector descubre que la manera de entender el mundo de Saramago -siempre desde la perspectiva del ser humano, siempre desde la sensibilidad hacia los desfavorecidos, los vulnerables, los oprimidos por el sistema- es hoy más necesaria, más urgente que nunca. Su voz nos llega invariablemente viva porque, como él intuía, el tiempo es una tira elástica, y estar cerca o lejos solo depende de la voluntad.

Cuando se cumplen veinte años desde la concesión del Nobel, ve la luz este diario -tal como José Saramago lo dejó escrito- junto con las cuatro conferencias que impartió en 1998, un año que cambió para siempre la vida y la obra del autor.

La crítica ha dicho sobre el autor y su obra:
«Un hombre con una sensibilidad y una capacidad de ver y de entender que están muy por encima de lo que en general vemos y entendemos los comunes mortales.»
Héctor Abad Faciolince

«El José Saramago que escribió y reflexionó hasta el final de su existencia era un transgresor; transgresor en la literatura, en la vida y ante las normas de conducta marcadas por la burguesía.»
Yanet Aguilar Sosa, El Universal

«Hay que saludar este regreso de Saramago, siempre excepcional escritor, a su realismo inicial, y animarle a que siga por este camino…»
Rafael Conte, Babelia (sobre Las pequeñas memorias)

«El tono siempre filosófico de Saramago alcanza en Todos los nombres una nitidez y un despojamiento que permite hablar de una voluntad de indagación metafísica […]. Saramago ha hecho un relato denso, pero no aburrido; es exigente en sus metas, pero su trama no permite que desfallezca la atención.»
Santos Sanz Villanueva, El Mundo (sobre Todos los nombres)

«Saramago es un gran narrador y rara vez escapa al criterio de mantener en vilo al lector…»
Jordi Gracia, La Vanguardia (sobre Todos los nombres)

«Probablemente la obra más soberana y feroz de su indiscutible bibliografía narrativa… Se ha ganado no sólo la admiración sino también el respeto de todo buen lector por su constante superación de lo ya conseguido, libro tras libro…»
Robert Saladrigas, La Vanguardia (sobre Ensayo sobre la ceguera)

Itália:


Feltrinelli
2019 (Trad.: Rita Desti)

imagem_e_bookDisponível em formato e-book

Diario dell’anno del Nobel è l’ultimo dei quaderni di Lanzarote, quello relativo al 1998. Se ne conosceva l’esistenza perché Saramago lo aveva promesso ai suoi lettori nel 2001, ma se ne sono perse le tracce. Prima gli impegni, poi un cambio catartico di computer, e il sesto quaderno si è smarrito, seppellito in una macchina che nessuno usava più. Come racconta la moglie Pilar del Río nell’introduzione, ci sono voluti vent’anni e varie casualità “saramaghiane” perché questo testo venisse alla luce, ma forse ciò non è stato un male, certe riflessioni e confidenze dovevano aspettare.
I principali assi tematici sono la politica, i viaggi, la dimensione sociale dello scrittore e dell’intellettuale, e ancora la sfera più personale e la letteratura. Svetta il discorso proferito in occasione della consegna del Nobel, forse il punto più alto della sua esistenza, ma nel complesso questo quaderno restituisce al lettore una dimensione intima, a tratti perfino domestica, di Saramago, e risulta agevole e intrigante ricostruire i fili che uniscono uno all’altro, come in una fitta ragnatela, i temi che animano la scrittura di questo autentico genio della letteratura.

Ritrovato per caso dalla vedova di Saramago in uno dei computer di casa, l’ultimo quaderno di Lanzarote, il sesto, relativo al 1998.

Pin It on Pinterest

Share This